BTG Pactual (BPAC11) recomenda compra de ações da Tupy (TUPY3)

Segundo os analistas do maior banco de investimentos da América Latina é que "a Tupy reposicionou com sucesso seu investimento, equipando-a para explorar as tendências automotivas e fabris"
 (EXAME/Exame)
(EXAME/Exame)
Carlo Cauti
Carlo Cauti

Publicado em 28/06/2022 às 14:39.

Última atualização em 28/06/2022 às 14:52.

O BTG Pactual (BPAC11) divulgou um relatório nesta terça-feira, 28, no qual recomenda a compra de ações da Tupy (TUPY3).

No documento, os analistas do BTG Pactual Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Aline Gil participaram do dia do investidor da Tupy, analisando a situação da empresa.

Segundo o relatório, a percepção dos analistas do maior banco de investimentos da América Latina é que "a Tupy reposicionou com sucesso seu investimento, equipando-a para explorar as tendências automotivas e fabris".

A análise dos números mostra como a Tupy é negociada 3,7x EV/Ebitda, a relação entre o "Valor da Empresa", contabilização de todos os ativos da companhia, e o Ebitda, ou seja, a sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

Estratégia da Tupy

Durante o dia do investidor, a Tupy compartilhou com os participantes algumas das tendências demográficas que sustentam a demanda contínua por equipamentos pesados, como a crescente urbanização e o maior consumo de energia.

A empresa acredita que o futuro da indústria automotiva passa pelas motorizações híbridas, com cada país se concentrando nas fontes de energia que melhor correspondem ao seu perfil de recursos naturais.

Para se adequar a essa realidade, a Tupy fez uma das maiores transformações do portfólio de produtos do setor de bens de capital brasileiro ao adquirir a Teksid e a MWM, dando acesso a um modelo de negócios integrado que possibilita o desenvolvimento de produtos customizados para um futuro híbrido.

A fabricante de motores e geradores MWM foi comprada pela Tupy por R$ 865 milhões em abril deste ano. A transação ainda precisa passar pela aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A administração reforçou que a aquisição da MWM é altamente sinérgica com a Tupy, abrindo novos caminhos de crescimento como:

  • aumento da participação de valor na indústria de motores, integrando serviços de fundição, usinagem, montagem, engenharia e assistência técnica, entre outros;
  • fortalecimento da presença da Tupy na tendência global de descarbonização, já que a MWM é líder no segmento de geradores de biocombustíveis;
  • adicionar exposição ao segmento de pós-venda, uma vez que a MWM opera uma rede de distribuição nacional para componentes de motores a diesel de pós-venda;
  • diversificação da exposição setorial, dando à Tupy acesso a outros setores, como o marítimo.

Mais de 80 anos de história e receita de R$ 7 bilhões

A Tupy é uma multinacional brasileira com mais de 80 anos no mercado.

A companhia é especializada em produzir estruturas complexas em ferro fundido, que são usadas em setores como transporte, infraestrutura, agronegócio e geração de energia.

Possui três fábricas no Brasil, uma em Portugal e uma no México, além de escritórios comerciais na Alemanha, Brasil, EUA e Itália.

Em 2021 a companhia teve uma receita de R$ 7 bilhões, um crescimento de 66,4% em relação a 2020, quando a receita foi de R$ 4,2 bilhões.

O lucro em 2021 foi de R$ 202 milhões, ante prejuízo de R$ 76,2 milhões em 2020.

A companhia tem investido em pesquisa com foco em desenvolver motores a hidrogênio, em busca de alternativas que contribuam para diminuir a emissão de gases de efeito estufa.

Uma das iniciativas da Tupy envolve esforços para o desenvolvimento de um motor de combustão movido a hidrogênio destinado ao transporte de cargas, em parceria com a Westport Fuel Systems e a AVL.