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Tecnologia no trabalho: adoção de IA pelas empresas pode gerar ganhos de produtividade; imagem ilustrativa (Magnific)
Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 19 de outubro de 2026 às 11h15.
Última atualização em 19 de outubro de 2026 às 11h20.
Os ganhos econômicos da inteligência artificial podem alcançar países que não lideram o desenvolvimento da tecnologia, segundo pesquisa do Financial Times. O levantamento ouviu 94 economistas na Ásia, nos Estados Unidos e na Europa. Entre os respondentes, 54% esperam benefícios significativos em muitos ou quase todos os países do G20 na próxima década. Infraestrutura fraca e dependência de serviços terceirizados aparecem entre os riscos. A maioria não prevê aumento grande ou duradouro do desemprego, embora algumas ocupações estejam mais expostas.
A inteligência artificial pode impulsionar economias muito além dos Estados Unidos e da China. Em pesquisa do Financial Times, 54% dos respondentes disseram esperar ganhos econômicos e de produtividade significativos em muitos ou quase todos os países do G20 na próxima década.
O levantamento ouviu 94 economistas localizados na Ásia, nos Estados Unidos e na Europa. As respostas apontam oportunidades também para países que não lideram o desenvolvimento da tecnologia.
A expectativa, porém, vem acompanhada de ressalvas. Falta de infraestrutura pode limitar o aproveitamento da IA, enquanto a automação ameaça atividades que sustentam a exportação de serviços de algumas economias.
Parte dos benefícios esperados está associada à adoção da inteligência artificial pelas empresas. Incorporar essas ferramentas ao trabalho pode aumentar a produtividade, ou seja, permitir produzir mais com os mesmos recursos.
Países não precisam desenvolver os modelos mais avançados para se beneficiar da IA.O levantamento registra expectativas para a próxima década, e não ganhos já medidos com o uso da tecnologia no trabalho.
A distribuição dos benefícios é um dos pontos de preocupação. 32 respondentes alertaram para o risco de países africanos ficarem para trás por causa de infraestrutura fraca. Nigéria, Somália e Etiópia estão entre os países citados.
Há outro desafio para economias dependentes da terceirização de serviços. Atividades hoje contratadas no exterior podem ser afetadas pela automação, reduzindo oportunidades para países que construíram negócios nesse mercado. As Filipinas aparecem entre os exemplos de exposição a esse risco.
A Europa também divide opiniões entre os participantes do levantamento sobre as perspectivas de benefício econômico com a IA.
A maioria dos entrevistados não espera que a IA provoque um aumento grande ou duradouro do desemprego. A avaliação geral sobre o mercado de trabalho, porém, convive com preocupações sobre determinadas funções.
O otimismo com o emprego no conjunto da economia não elimina riscos para ocupações específicas.Funções administrativas, atendimento ao cliente e atividades cognitivas rotineiras estão entre as mais expostas à automação.
Na pesquisa do Financial Times, 54% dos respondentes esperam ganhos econômicos e de produtividade significativos em muitos ou quase todos os países do G20 na próxima década. O resultado registra expectativas, não ganhos já medidos.
O levantamento ouviu 94 economistas localizados na Ásia, nos Estados Unidos e na Europa. Eles avaliaram as perspectivas econômicas da inteligência artificial.
Não, segundo a avaliação apresentada na pesquisa. A adoção da tecnologia pelas empresas também pode gerar benefícios em países que não desenvolvem os modelos mais avançados.
32 respondentes apontaram riscos para países africanos com infraestrutura fraca, citando Nigéria, Somália e Etiópia. Economias dependentes da terceirização de serviços, como as Filipinas, também estão expostas à automação.
A maioria dos entrevistados não espera aumento grande ou duradouro do desemprego. Funções administrativas, atendimento ao cliente e atividades cognitivas rotineiras, porém, estão entre as mais expostas.
Os dados consultados não trazem uma estimativa específica para o Brasil. A expectativa de ganhos em muitos ou quase todos os países do G20 não equivale a uma projeção individual para o país.