Inteligência Artificial

Corti, que desenvolve 'médico artificial', capta US$ 60 milhões para expandir IA na saúde

A empresa dinamarquesa visa aprimorar a avaliação de pacientes em tempo real, e experimentou crescimento significativo em sua base de clientes após a pandemia de covid-19.

Os cofundadores da Corti: Andreas Cleve, CEO, e Lars Maaløe, CTO

Os cofundadores da Corti: Andreas Cleve, CEO, e Lars Maaløe, CTO

André Lopes
André Lopes

Repórter

Publicado em 20 de setembro de 2023 às 11h44.

Última atualização em 20 de setembro de 2023 às 11h49.

A startup de Copenhague, Corti, angariou US$ 60 milhões em uma rodada de investimento Série B para ampliar seu assistente de inteligência artificial (IA) destinado a auxiliar profissionais de saúde na avaliação de pacientes em tempo real.

A rodada foi liderada por Prosus Ventures e Atomico, com participação de investidores anteriores como Eurazeo, EIFO e Chr. Augustinus Fabrikker.

Embora a empresa comandada por Andreas Cleve e e Lars Maaløe não tenha divulgado detalhes sobre sua avaliação, a empresa tem mostrado crescimento expressivo em sua base de clientes. Há dois anos, quando levantou US$ 27 milhões em uma rodada Série A, a startup auxiliava em 15 milhões de consultas por ano.

Atualmente, a empresa afirma atender 100 milhões de pacientes anualmente, realizando cerca de 150.000 consultas diárias na Europa e nos EUA. A Corti alega que suas ferramentas podem aumentar a precisão das previsões de resultados em até 40% e acelerar tarefas administrativas em 90%.

A empresa define seu serviço como um "copiloto de IA" para médicos, abrangendo diversas áreas, como triagem durante interações com pacientes, documentação de interações, análise para orientar decisões e fornecimento de notas em tempo real para identificar áreas de melhoria.

Concorrência na cola

Outras empresas, como a Nabla, com sede em Paris, também estão explorando modelos semelhantes de assistentes de IA para a saúde. No entanto, enquanto a Nabla baseia suas ferramentas em modelos já existentes, como o GPT-3 da OpenAI, a Corti optou por desenvolver seus próprios modelos.

Desde seu lançamento em 2018, a Corti enfrentou desafios, principalmente em relação à aceitação de sua tecnologia. No entanto, com a crescente adoção da IA, a empresa observou uma mudança na percepção do mercado.

Apesar dos avanços, a IA ainda é vista com cautela por alguns profissionais da saúde, que alertam para os riscos de uma dependência excessiva de dados e análises que podem não ser totalmente precisos

Acompanhe tudo sobre:Inteligência artificialMédicos

Mais de Inteligência Artificial

IA da Domino's prevê pedidos de pizza antes de serem feitos

Adobe atualiza termos de uso e sugere usar artes feitas por usuários para treinar IAs

Como a inteligência artificial pode mudar a vida de pessoas autistas

Por que o AI Pin se tornou o maior fracasso de 2024

Mais na Exame