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Efeito do halving no preço do bitcoin caiu e demanda é "principal impulsionador", aponta empresa

CryptoQuant avalia que choque de oferta com halving impactará menos o preço da criptomoeda do que o esperado por investidores

Bitcoin disparou mais de 60% nos primeiros meses de 2024 (Reprodução/Reprodução)

Bitcoin disparou mais de 60% nos primeiros meses de 2024 (Reprodução/Reprodução)

Cointelegraph
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Agência de notícias

Publicado em 10 de abril de 2024 às 11h10.

O choque de oferta do halving do bitcoin não impactará o preço da criptomoeda tanto quanto muitos investidores antecipam, de acordo com um novo relatório de pesquisa da empresa de análise CryptoQuant. Para a companhia, a dinâmica de demanda pelo ativo será mais importante para o futuro do preço do que o evento previsto para abril.

“Argumentamos que o efeito do halving tem diminuído, à medida que a nova emissão de bitcoin se torna menor em relação à quantidade de bitcoins vendida por detentores de longo prazo", explicou a CryptoQuant em um relatório divulgado na última terça-feira, 9.

Em vez disso, o “motor chave” que afetará o preço da criptomoeda após o halving desta vez será o aumento na demanda por parte de investidores com grandes quantidades do ativo, as chamadas "baleias". A demanda desse grupo, que possui entre 1 mil e 10 mil unidades da criptomoeda, cresceu para “perto do seu maior nível de todos os tempos”, com crescimento de 11% mês a mês.

Enquanto o halving do bitcoin reduz a oferta do ativo — normalmente exercendo pressão ascendente sobre o preço da criptomoeda — houve algumas instâncias entre 2021 e 2023 em que a demanda mensal de detentores de longo prazo excedeu a oferta no mesmo período de tempo.

No entanto, a lacuna atual entre eles é muito maior do que o registrado anteriormente, sugerindo que, com um déficit mensal de oferta em andamento, o efeito do halving na dinâmica do preço da criptomoeda pode não ser tão poderoso quanto foi no passado.

Detentores de longo prazo estão agora acumulando cerca de sete vezes mais bitcoin por mês do que a quantidade de novas unidades da criptomoeda entrando em circulação. “Detentores permanentes estão adicionando até 200 mil bitcoins por mês aos seus saldos, muito mais do que a emissão de 28 mil unidades. A emissão mensal de bitcoin diminuirá para 14 mil após o halving", destacou a CrytoQuant.

Além disso, a emissão total da criptomoeda despencou para apenas 4% do fornecimento total disponível, uma proporção significativamente menor em comparação com períodos anteriores de halvings passados.

“A emissão representava 69%, 27% e 10% do fornecimento total disponível de bitcoin antes do 1º, 2º e 3º halving", comentou a CryptoQuant.

Após o halving de 2016, o preço do bitcoin aumentou cerca de 4.200%, para US$ 19,8 mil, e, após o halving de 2020, o preço do ativo aumentou quase 683%, para US$ 69 mil. O halving ocorre quando as recompensas dos mineradores da criptomoeda são cortadas pela metade.

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