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BlackRock havia investido US$ 24 milhões na FTX pouco antes de falência, afirma CEO

Maior gestora do mundo com mais de US$ 10 trilhões sob gestão teria apostado na então segunda maior corretora de criptoativos, que foi a falência em menos de uma semana

BlackRock é a maior gestora do mundo (Bloomberg/Getty Images)

BlackRock é a maior gestora do mundo (Bloomberg/Getty Images)

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Mariana Maria Silva

1 de dezembro de 2022, 12h15

Os impactos do colapso da FTX, seguem se espalhando pelo mercado financeiro. A então segunda maior corretora de criptomoedas do mundo, avaliada em US$ 32 bilhões, foi à falência em menos de uma semana, surpreendendo a todos, incluindo grandes empresas e gestoras. A BlackRock, maior gestora do mundo, também afirmou ter investido na empresa pouco antes do colapso.

Com mais de US$ 10 trilhões em ativos sob gestão, a BlackRock teria investido US$ 24 milhões na empresa falida que agora protagoniza escândalos envolvendo a má gestão de ativos, alavancagem com dinheiro de investidores, poliamor entre executivos e o uso de estratégias de pôquer nos negócios.

A revelação foi feita pelo próprio CEO da BlackRock, Larry Fink, durante o evento Dealbook, do The New York Times, nos Estados Unidos, segundo informações da Reuters.

Na ocasião, Fink teria dito que percebeu um “mau comportamento” na FTX, mas que não especularia se a BlackRock e o Sequoia Capital foram enganados pela empresa falida.

(Mynt/Divulgação)

Sequoia Capital no prejuízo

Em 10 de novembro, o Sequoia Capital, fundo de Venture Capital que além da FTX, também investe em empresas como Apple, Nubank, Whatsapp e Instagram, anunciou o prejuízo de seu investimento na corretora falida.

O investimento de US$ 150 milhões do Sequoia Capital na FTX foi declarado como perdido pelo fundo. Na cotação atual, o prejuízo soma aproximadamente R$ 776 milhões. No entanto, o valor seria compensado por outros investimentos da empresa, segundo o Sequoia Capital.

“A exposição da Sequoia Capital na FTX é limitada. Nós temos FTX e FTX.US em um fundo privado, o Global Growth Fund III. A FTX não está no top 10 do fundo, e o nosso investimento de US$ 150 milhões configura menos de 3% do capital do fundo. A perda destes US$ 150 milhões é compensada pelo lucro realizado e não realizado de aproximadamente US$ 7,5 bilhões, então o fundo ainda está em boa forma”, esclareceu o Sequoia Capital.

O fundo ainda justificou sua escolha de investimento, realizado em 2021, na FTX. “Na época do nosso investimento na FTX, fizemos um processo rigoroso de diligência. Em 2021, ano do nosso investimento, a FTX gerou aproximadamente US$ 1 bilhão em receita e mais de US$ 250 milhões em renda de operações, conforme foi divulgado em agosto de 2022”, afirmou.

Criada em 2019, a FTX despontou no mercado de criptomoedas e rapidamente se tornou uma concorrente à altura da Binance, líder do setor. Sam Bankman-Fried, seu fundador, foi um dos mais jovens bilionários do universo das criptomoedas.

No entanto, tudo foi pelos ares depois de uma revelação sobre o balanço de uma das empresas relacionadas à FTX. O balanço composto de 30% de tokens FTT, emitidos pela própria corretora, gerou preocupações, pressão vendedora massiva no FTT e uma onda de saques na FTX.

A Binance, que detinha mais de US$ 2 bilhões em tokens FTT, foi uma das investidoras que se desfez da posição, gerando um efeito cascata em todo o mercado. Poucos dias depois, a FTX declarou falência e entrou em processo de recuperação judicial nos Estados Unidos.

“Estamos no negócio para assumir riscos. Alguns investimentos nos surpreenderão positivamente, outros negativamente. Nós levamos essa responsabilidade a sério e fazemos uma pesquisa extensa em cada investimento que fazemos”, esclareceu o Sequoia Capital em novembro.

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