Do Einstein à OpenAI: quem está no novo conselho da startup Rivio
Avaliada em mais de R$ 500 milhões, empresa de IA para hospitais reúne nove conselheiros e planeja avançar para a gestão de equipes, leitos e suprimentos


Pedro Gil
Editor do Exame INSIGHT
Publicado em 1 de outubro de 2026 às 09:00.
RESUMO +
A startup de inteligência artificial para gestão hospitalar Rivio criou um conselho consultivo com nove executivos de saúde e tecnologia para acompanhar sua estratégia de expansão. Fundada em 2025, a empresa atua no ciclo de receita dos hospitais e pretende avançar para a gestão de equipes, leitos e suprimentos. Desde o fim de 2025, a Rivio anunciou US$ 21 milhões em aportes.
A Rivio, startup que usa inteligência artificial na gestão de hospitais, criou um conselho consultivo com nove integrantes, reunindo executivos da saúde e profissionais de tecnologia. O grupo acompanhará a estratégia da empresa, que hoje atua no faturamento e nos recebimentos de planos de saúde e pretende avançar para a gestão de equipes, leitos e suprimentos.
Entre os integrantes estão Henrique Neves, diretor-geral do Einstein e vice-presidente do Conselho de Administração da Anahp; Paulo Chapchap, ex-diretor-geral do Sírio-Libanês e atual diretor médico do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS); e José Marcelo de Oliveira, presidente do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
Na frente de tecnologia, participam Mat Velloso, diretor de produtos da Docker, com passagens por Microsoft, Google DeepMind e Meta, e River Mist, cofundador da plataforma de inteligência artificial Weights, que passou a integrar a OpenAI após a aquisição da empresa, segundo a Rivio.
Completam o conselho Teresa Sacchetta, ex-diretora de tecnologia do Fleury e vice-presidente do Conselho Saúde Digital Brasil; Luiz De Luca, com passagens pela direção dos hospitais 9 de Julho e Samaritano e da Américas Serviços Médicos; Gustavo Meirelles, vice-presidente médico e de relações institucionais da Afya; e Fernando Carneiro, sócio sênior da Vila Nova Partners, com experiência na seleção de executivos e conselheiros.
Fundada em 2025 por Silvio Frison e Ricardo Sales, a Rivio combina inteligência artificial e especialistas para identificar falhas no ciclo de receita dos hospitais — da cobrança pelos serviços prestados ao recebimento das operadoras. Desde o fim do ano passado, anunciou US$ 21 milhões em aportes: US$ 20 milhões de Valor Capital Group, Monashees e Endeavor Catalyst, seguidos de US$ 1 milhão da Positive Ventures. Segundo a empresa, sua avaliação supera R$ 500 milhões.
Diagnóstico
A tese de expansão se apoia na pressão sobre o caixa dos hospitais. Segundo o Observatório Anahp 2026, com dados de 2025, a margem Ebitda das instituições analisadas caiu de 11,7% para 11,1%, enquanto a permanência média dos pacientes recuou para 3,8 dias.
Parte dessa pressão está na relação com os planos de saúde. As glosas iniciais, que correspondem à parcela das contas cujo pagamento é recusado pelas operadoras antes da negociação, atingiram 15,9% em 2025, ante 11,9% em 2023. Já o índice de recebimento caiu de 91,3% para 85,8% no mesmo período.
Os prazos também pesam. Em 2025, os hospitais levaram, em média, 77,4 dias para receber das operadoras, cerca de sete dias a mais que no ano anterior, enquanto pagaram fornecedores em 48,3 dias. A diferença de aproximadamente 29 dias precisa ser financiada pelas próprias instituições. “Quando um hospital perde eficiência em faturamento, contratos, processos ou dados, o efeito não termina no financeiro. É recurso e capacidade de investimento que deixam de estar disponíveis para pessoas, equipamentos, leitos e tecnologia”, afirma Silvio Frison, CEO da Rivio.
'Perguntas frequentes'
Para que a Rivio criou um conselho consultivo? +
A Rivio criou o conselho consultivo para acompanhar sua estratégia de expansão. A startup pretende ampliar sua atuação do faturamento e recebimento de planos de saúde para a gestão de equipes, leitos e suprimentos hospitalares.
Quem faz parte do conselho consultivo da Rivio? +
O conselho reúne Henrique Neves, Paulo Chapchap, José Marcelo de Oliveira, Mat Velloso, River Mist, Teresa Sacchetta, Luiz De Luca, Gustavo Meirelles e Fernando Carneiro. Os nove integrantes têm experiência em gestão hospitalar, tecnologia, saúde digital, inteligência artificial e seleção de executivos.
O que a Rivio faz? +
A Rivio combina inteligência artificial e especialistas para identificar falhas no ciclo de receita dos hospitais, desde a cobrança pelos serviços até o recebimento das operadoras. A startup foi fundada em 2025 por Silvio Frison e Ricardo Sales.
Quanto a Rivio recebeu em investimentos? +
A Rivio anunciou US$ 21 milhões em aportes desde o fim de 2025: US$ 20 milhões de Valor Capital Group, Monashees e Endeavor Catalyst e US$ 1 milhão da Positive Ventures. Segundo a empresa, sua avaliação supera R$ 500 milhões.
Por que a Rivio pretende ampliar sua atuação nos hospitais? +
A expansão se apoia na pressão sobre o caixa dos hospitais. Segundo o Observatório Anahp 2026, a margem Ebitda das instituições analisadas caiu de 11,7% para 11,1% em 2025, enquanto a permanência média dos pacientes recuou para 3,8 dias.
Quanto tempo os hospitais levam para receber dos planos de saúde? +
Segundo o Observatório Anahp 2026, os hospitais levaram, em média, 77,4 dias para receber das operadoras em 2025, cerca de sete dias a mais que no ano anterior. As instituições pagaram fornecedores em 48,3 dias, o que deixou uma diferença de aproximadamente 29 dias financiada pelos próprios hospitais.
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Pedro Gil
Editor do Exame INSIGHTJornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com
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