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Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, foi o palco do maior evento sobre mudanças climáticas de 2023: a COP28. Na 28ª edição da Conferência do Clima, da Organização das Nações Unidas (ONU), muitos temas foram discutidos pelos chefes de Estado dos quase 200 países-membros da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) durante os dias 30 de novembro a 13 de dezembro. Neste cenário, o documento chamado de Global Stocktake e a produção e o uso dos combustíveis fósseis receberam atenção especial. 

Produção e uso dos combustíveis fósseis

Apesar de limitados, alguns protestos aconteceram durante a COP28. Um dos pontos mais levantados por ativistas foi a necessidade da transição energética justa e a redução – como um caminho até a não utilização – dos combustíveis fósseis, como o petróleo.

Isto em contradiçao ao fato da COP ocorrer  nos Emirados Árabes Unidos, um dos 10 maiores mercados petroleiros do mundo, e ser presidida pelo sultão Dr. Al Jaber,CEO da companhia estatal Abu Dhabi National Oil Company (da sigla em inglês, Adnoc). No ano passado, a empresa produziu cerca de 4 milhões de barris de petróleo por dia

Neste cenário, no dia 13 de dezembro, o documento final citou a necessidade de uma transição para o fim do uso combustíveis fósseis em busca da contenção do aquecimento global. O documento também propõe triplicar a geração de energia renovável em dois anos. E fala sobre a operacionalização do fundo para que os países ricos possam financiar países mais pobres em adaptação climática

O andamento do financiamento climático

Para António Guterres, o secretário-geral da ONU, a era dos combustíveis fósseis deve terminar e ser feita de uma forma justa e equitativa. “A saída dos combustíveis fósseis é inevitável, vocês gostem ou não. Esperamos que não chegue tarde demais”, afirma. A ministra Marina Silva também comentou sobre o resultado: “É fundamental que os países desenvolvidos tomem a dianteira na transição rumo ao fim dos combustíveis fósseis e assegurem os meios necessários para os países em desenvolvimento”. 

Já de acordo com especialistas, existe uma falta de detalhamento sobre o financiamento de adaptação climática presente no texto da COP28. Com isso, já são criadas muitas expectativas para que isso seja discutido na próxima COP, que acontecerá no ano que vem no Azerbaijão.

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O Brasil na COP28

O Brasil foi o país que contou com a maior delegação na COP28. Dentre os presentes, estavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja Lula. Além de ministros como a ministra Marina Silva, Fernando Haddad, entre outros. 

Durante discurso, o presidente reforçou como o Brasil quer atingir a meta de desmatamento zero até 2030. “Para nós, a COP30 pode ser o marco definitivo na questão ambiental. Se o mundo estiver falando sério quanto a preocupação com o tema, o evento será um divisor de águas. Não esperem algo como isto aqui, com essas paredes e grandes estruturas. Vamos fazer reuniões em barcos e árvores. Vamos levar os líderes no coração da Amazônia que eles tanto falam”, disse.

"O Brasil está disposto a liderar pelo exemplo. Ajustamos nossas metas climáticas, que são hoje mais ambiciosas do que as de muitos países desenvolvidos. Formulamos um plano de transformação ecológica, para promover a industrialização verde, a agricultura de baixo carbono e a bioeconomia", afirmou.

Em encontro com lideranças de mulheres, Janja da Silva disse sobre a possibilidade da COP30 não ostentar, mas emocionar. “Queremos levar as pessoas para conhecer a floresta amazônica, descer o rio e olhar na cara dos ribeirinhos”, disse. 

Os preparativos para a COP em Belém  

O governador do Pará, Helder Barbalho, também estava presente na COP28 e aproveitou para reforçar a imagem do estado –  uma das regiões com os maiores índices de desmatamento no país – que sediará a COP30, em 2025. 

Durante a participação, Barbalho anunciou parcerias e financiamentos – como o acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o financiamento de US$ 300 milhões destinados ao programa Descarboniza Pará para a preservação de 10 milhões de hectares de floresta até 2050 e para a redução em seis bilhões de toneladas das emissões líquidas de CO2. 

"Para o sucesso da COP30, é necessário apresentar novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e meios de implementação, além de olhar para os outros países para aprender sobre adaptação climática", disse Ana Toni, secretária de mudança de clima. 

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