ESG

Para zerar emissões, Europa terá de dobrar o uso de energias renováveis

Continente tem a meta de ser o primeiro bloco econômico a zerar as emissões. Países têm se afastado do carvão, mas ritmo da transição precisa acelerar

Usina eólica na Espanha: as energias renováveis responderam por mais de 19% do consumo de energia da União Europeia em 2019 (onlyyouqj/freepik/Divulgação)

Usina eólica na Espanha: as energias renováveis responderam por mais de 19% do consumo de energia da União Europeia em 2019 (onlyyouqj/freepik/Divulgação)

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Bloomberg

Publicado em 18 de janeiro de 2021 às 17h45.

A União Europeia precisa dobrar a proporção de eletricidade produzida a partir de fontes renováveis até o final da década para conseguir cumprir a meta mais rígida de redução de emissões, o que colocaria a economia da região no caminho da neutralidade climática, de acordo com relatório publicado na segunda-feira.

A Europa quer se tornar o primeiro continente a zerar os gases de efeito estufa até a metade do século com o chamado Green Deal. Os 27 estados membros da União Europeia e o Parlamento Europeu estão negociando a formato final de uma lei para metas climáticas mais rígidas nas próximas décadas, depois que líderes da UE endossaram em dezembro um plano para reduzir as emissões em pelo menos 55% até 2030 em relação aos níveis de 1990.

As energias renováveis responderam por mais de 19% do consumo de energia da União Europeia em 2019, um pouco abaixo da meta obrigatória de 20% para 2020, de acordo com a Agência Europeia do Meio Ambiente (AEMA). A energia gerada por fontes verdes dobrou em relação ao nível de 2005, para 34% da produção, à medida que os estados membros se afastaram do carvão. No entanto, o ritmo da transição verde precisa ser acelerado para cumprir as ambiciosas metas de emissões para 2030.

“Para cumprir essas promessas mais elevadas, a energia renovável deve crescer para quase 70% de toda a geração da UE até 2030 e para mais de 80% até 2050, permitindo que os setores mais difíceis de descarbonizar reduzam suas emissões por meio da eletrificação”, disse a agência com sede em Copenhague.

 

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