ESG

Pacto Global promove, na sede da ONU, intercâmbio sobre gestão dos ODS com líderes brasileiros

Empresários e executivos tiveram a oportunidade de discursar no General Assembly Hall, o palco principal das Nações Unidas

Sede da ONU, em Nova York: encontro reuniu líderes empresariais brasileiros para debater os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável  (Leandro Fonseca/Exame)

Sede da ONU, em Nova York: encontro reuniu líderes empresariais brasileiros para debater os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Leandro Fonseca/Exame)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 12 de maio de 2023 às 17h09.

Última atualização em 12 de maio de 2023 às 17h35.

O Pacto Global da ONU no Brasil, braço das Nações Unidas que congrega o setor empresarial, promoveu nesta quinta-feira, 11, um evento com líderes empresariais brasileiros na sede da entidade, em Nova York. O High Level Delegation reuniu centenas de altas lideranças e líderes de opinião.

O objetivo foi promover o relacionamento e o intercâmbio em relação aos modelos de negócios e de gestão que têm como premissa os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e a Agenda 2030. Estiveram presentes o CEO e a presidente do conselho do Pacto no Brasil, Carlo Pereira e Rachel Maia; Walter Schalka, CEO da Suzano; Eduardo Lyra, CEO da Gerando Falcões; Alcione Albanesi, CEO da Amigos do Bem; entre outras lideranças.

Albanesi falou sobre o aumento da pobreza no Brasil e a importância do protagonismo das empresas no combate à desigualdade. Em fala inspiradora, ela convidou todos a agirem hoje com protagonismo para a transformação social do mundo. “Tem de existir propósito. Nós esperamos muito da vida, mas a vida também espera muito de cada um de nós”, disse a filantropa, líder de Erradicação da Pobreza do Pacto Global. "Quem tem fome não é livre."

Segundo Ronaldo Costa Filho, representante permanente da missão brasileira na ONU (embaixador que representa o Brasil nas Nações Unidas) foi um dos poucos encontros no contexto da Assembleia Geral que teve uma discussão focada apenas no Brasil.

Rachel Maia, presidente do conselho do Pacto Global da ONU no Brasil: “Precisamos lembrar a importância dos ODS para atingir a Agenda 2030" (Ricardo Ferrari / Pacto Global/Divulgação)

Novo conselho

Em sua primeira fala internacional como presidente do conselho de administração do Pacto Global da ONU no Brasil, e logo na grande sala da Assembleia Geral da ONU em Nova York, Rachel Maia disse que este foi um dia para ficar na história de sua vida. Ela teve como responsabilidade apresentar o novo conselho, que entre suas nove cadeiras tem também Ana Fontes como vice-presidente e um quadro majoritariamente feminino.

"Agora é hora de nos perguntarmos: como faremos para que mais e diversas pessoas ocupem ambientes como este em que estamos, aqui na sede das Nações Unidas? Para que todas as pessoas do mundo tenham acesso às suas necessidades básicas, salário digno, saúde mental e física, água e um planeta que lhes é lar acolhedor?”, questionou Maia. “Precisamos lembrar a importância dos ODS para atingir a Agenda 2030. Trabalharemos de forma coletiva e chegaremos sim, sem deixar ninguém para trás.”

Carlo Pereira, CEO do Pacto Global da ONU no Brasil, disse no evento que, para avançarmos efetivamente, as empresas devem assumir compromissos públicos mensuráveis e buscar uma colaboração radical e disruptiva com outros setores da sociedade.

"Unidos, podemos enfrentar os desafios globais e criar um mundo mais justo e sustentável. Por isso, lançamos no Brasil, a Ambição 2030 e movimentos temáticos com metas para o mercado. Sempre no intuito de andar lado a lado e não apontar o dedo", afirmou Pereira. "O Brasil desempenha um papel crucial nesse cenário. Um mundo neutro em carbono passa necessariamente pelo nosso país, um país abençoado por recursos naturais e biodiversidade. Todos estão de olho no Brasil, e isso cria oportunidades incríveis para as empresas que atuam no nosso país."

Acompanhe tudo sobre:ONUExame na Assembleia Geral

Mais de ESG

Energia em Foco: conheça nova plataforma de análises qualificadas e objetivas sobre a indústria

Microsoft compra 8 milhões de créditos de carbono do TIG, que investe na proteção do Cerrado

Para cumprir meta de redução de CO2, Electrolux quer ajudar clientes na economia de energia

Mais na Exame