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Energia solar compartilhada: o modelo de negócios que promete democratizar a geração fotovoltaica

Vantagens aos pequenos negócios podem se equiparar à entrada no mercado livre de energia, disponível para grandes empresas

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Prospera: companhia conta com placas solares de concessões da EDP Brasil em Cruzeiro (Prospera/Reprodução)

Prospera: companhia conta com placas solares de concessões da EDP Brasil em Cruzeiro (Prospera/Reprodução)

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Fernanda Bastos

Publicado em 30 de janeiro de 2023 às, 16h15.

Última atualização em 30 de janeiro de 2023 às, 19h25.

Após atuar por mais de 20 anos como fornecedor de tecnologia para o ramo de mercado livre de energia para grandes empresas, em 2019, Marcelo Freitas decide abrir seu próprio negócio e focar no pequeno varejista. Assim, nasceu a Prospera, empresa que oferece energia limpa e renovável para os pequenos negócios por meio de uma plataforma.

A Prospera adota como modelo de negócios a geração de energia solar compartilhada, que é o processo de união de vários consumidores por consórcio ou cooperativa. Segundo o CEO, a geração compartilhada tem as mesmas vantagens para o pequeno varejista que a migração para o mercado livre para grandes corporações. “Na geração compartilhada, o pequeno consumidor pode ter acesso a uma energia renovável, com uma economia que automaticamente pode refletir no bolso dele”, afirma Marcelo Freitas, fundador da Prospera.

Para viabilizar o acesso à energia solar a pequenas empresas, a Prospera adquire energia de fazendas solares, localizadas na cidade de Cruzeiro (SP), e oferece créditos em programas de fidelização. O primeiro deles é a maquininha ECO100, uma máquina de pagamento, mas com um diferencial: transformar os pagamentos em bônus para pagar a conta de luz. Já o outro produto, o Vale Energia Limpa, funciona como um Vale Transporte ou Vale Alimentação, só que voltado para consumo energético.

Para o CEO, essas são formas encontradas pelo negócio para impactar os pequenos negócios oferecendo opções sustentáveis e acessíveis sem carregar nos termos técnicos. “Fizemos esses produtos pensando na experiência do cliente, que pode entender pouco sobre a relação kilowatt-hora e outros pormenores. Mas o cliente entende muito de dinheiro e quer economizar”, observa Freitas.

Não por acaso, a geração solar é um mercado que vem crescendo em velocidade exponencial no Brasil, visto que a matriz de energia solar hoje supera a capacidade instalada da Usina Hidrelétrica de Itaipu com potência operacional de 14 gigawatts (GW), segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

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Parceria com a Enel

Com cerca de 5 anos de atuação no mercado, a plataforma chamou a atenção de players relevantes como a Enel Brasil. Hoje, a distribuidora italiana com sede no país, tem uma parceria com a Prospera através da Enel X – o braço de tecnologia e inovação – para levar o programa de benefícios para todas as áreas de concessão da Enel. “Temos uma iniciativa, de até 2026, implementar 350 MW (megawatts) de potência nessas áreas de concessão para levar as alternativas da Prospera ao pequeno varejista”, comenta Freitas.

Hoje, a Prospera conta com uma base de cerca de 500 clientes espalhados pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará e Goiás. O faturamento em 2022 foi de aproximadamente R$6,7 milhões e a expectativa para 2023 é atingir R$ 42,2 milhões em receita. A plataforma forneceu no ano passado 8,5 MW de energia e pretende, em 2023, entregar uma potência total de 53,5 MW para 3.200 clientes.

Um dos objetivos do negócio, desde a fundação, é tornar o recurso renovável mais acessível ao cliente final. De acordo com o CEO, a democratização vem crescendo rapidamente em diversos setores da economia brasileira e, com a energia solar, não é diferente.

“Estamos a passos largos caminhando na questão do acesso e alternativas. Eu sou otimista sobre o futuro do setor, acredito muito na geração de valor. Quando associa-se à iniciativa da energia outros serviços que o cliente está habituado a consumir, isso torna a experiência sustentável, além de oferecer uma bonificação”, conclui Freitas.

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