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Em parceria com a Meta, chatbot aponta uso de termos capacitistas no WhatsApp

Capacitismo é uma forma de preconceito voltado à pessoas com deficiência (PCDs). O Novo bot conversacional da Take Blip e Meta busca fomentar o uso de discurso inclusivo

Acessibilidade no WhatsApp: bot pode identificar cerca de 30 termos capacitistas ligados às deficiências auditiva, visual, física e neuro divergentes (Hercog Comunicação/Reprodução)

Acessibilidade no WhatsApp: bot pode identificar cerca de 30 termos capacitistas ligados às deficiências auditiva, visual, física e neuro divergentes (Hercog Comunicação/Reprodução)

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Fernanda Bastos

11 de outubro de 2022, 12h18

Em uma tentativa de lutar contra o uso de frases capacitistas, que são expressões preconceituosas e pejorativas que se dirigem às pessoas com deficiência (PCDs), a Take Blip, empresa de mensagens com soluções em comunicação, juntamente com a Meta, proprietária do Facebook e outras redes sociais, lança o ConverGente, um bot conversacional para o WhatsApp. O bot identifica cerca de 30 termos capacitistas ligados às deficiências auditiva, visual, física e neuro divergentes. O objetivo é promover acessibilidade com uso da tecnologia e explicar o significado negativo de termos, apresentando opções anti-capacitistas. O lançamento da ferramenta aconteceu nesta semana durante a segunda edição da Feira de Acessibilidade, da Meta. 

Expressões como “Não tenho braço para isso”, “fingir demência” e “que mancada” são muito usadas, mas poucos se atentam que, na verdade, esses exemplos usam alguma característica de pessoas com deficiência de maneira pejorativa. Em um país como o Brasil, que conta com 17,3 milhões de pessoas com deficiência, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de extrema importância se atentar para a perpetuação do uso de termos como esses. 

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“Desenvolvemos o ConverGente para que as empresas adaptem seus discursos de forma diversa, levando em consideração o respeito e abolindo termos e culturas capacitistas, reforçando um movimento de mudança social. O Movimento Web para Todos fez um estudo e descobriu que menos de 1% dos sites brasileiros passam nos testes de acessibilidade. Isso é muito grave. Ficamos contentes da Meta ter nos convidado a desenvolver o bot ConverGente e, juntos, darmos início a uma transformação com foco na acessibilidade digital”, afirma Daniel Costa, chairman & head de people da Take Blip.

O que é a Feira de Acessibilidade? 

Nesta semana, aconteceu a segunda edição da Feira de Acessibilidade, evento onde a Meta reuniu mais de 80 profissionais de grandes empresas brasileiras para debater o uso da tecnologia a favor da acessibilidade. A partir de agora, toda a sociedade pode acessar a funcionalidade do ConverGente. 

“Criamos o evento com o objetivo de conectar nossos clientes com fornecedores que trabalham com soluções de acessibilidade digital no mercado a fim de fomentar a transformação da indústria com este mindset inclusivo. Todos nós somos parte do problema, mas devemos ser parte da solução de maneira intencional”, afirma Jomar de Oliveira, gerente de contas para e-commerce e viagens na Meta, e um dos líderes do Disability@, grupo de afinidade para pessoas com deficiência e aliados na empresa.

O que é capacitismo?

De forma breve, capacitismo se refere ao uso de algum termo incorreto, preconceituoso e pejorativo, como ''João sem braço'', “estar mal das pernas’’, que usam algum diagnóstico ou característica de uma pessoa com deficiência. 

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