Vamos tentar aprovar reforma administrativa até o fim do ano, diz Guedes

Guedes também admitiu que a economia irá desacelerar, mas pontuou que isso é "normal" num contexto em que os juros básicos vão subir "um pouco" no combate à inflação
Guedes: o ministro afirmou ainda que o Brasil tem 700 bilhões de reais em investimentos contratados (Isac Nóbrega/PR/Flickr)
Guedes: o ministro afirmou ainda que o Brasil tem 700 bilhões de reais em investimentos contratados (Isac Nóbrega/PR/Flickr)
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Reuters

Publicado em 11/11/2021 às 18:47.

Última atualização em 11/11/2021 às 18:48.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira que o governo tentará aprovar a reforma administrativa até o final do ano e que pede apoio nessa frente após acenar positivamente à prorrogação da desoneração sobre a folha de pagamento de alguns setores.

"Na batalha de reoneração evidente que estamos do lado que quer desonerar, mas pedimos apoio em contrapartida (na reforma administrativa), que aí temos 30 bilhões (de reais) por ano de redução de despesa que mais do que compensam 8,5 bilhões (de reais) da não reoneração", afirmou ele.

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Ao participar da conferência Itaú Macro Vision, organizada pelo Itaú Unibanco, ele também admitiu que a economia irá desacelerar, mas pontuou que isso é "normal" num contexto em que os juros básicos vão subir "um pouco" no combate à inflação.

Guedes afirmou ainda que o Brasil tem 700 bilhões de reais em investimentos contratados e que não é um país que vai parar de crescer.

"Estamos bastante esperançosos com PEC dos Precatórios"

Guedes afirmou que há muita paixão na avaliação de que a PEC dos Precatórios é um calote, defendendo que ela "evidentemente não é" e destacando que o governo está bastante esperançoso após sua aprovação em dois turnos na Câmara dos Deputados.

"A primeira grande vantagem é que (a PEC) torna Orçamento exequível. A segunda grande vantagem, mais importante ainda, é que isso se estende para todo futuro previsível, ou seja, não vai haver mais sustos nos precatórios", afirmou ele.

O ministro defendeu em sua fala inicial que o fiscal brasileiro continua "muito forte" e avaliou que Estados e municípios estão com finanças bem melhoradas porque o governo travou despesas, como as relacionadas à folha de pagamento do funcionalismo.

"Estamos seguindo nosso programa original", disse ele.

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