Petróleo: Guerra entre EUA, Israel e Irã preocupa Durigan (atlascompany/Freepik)
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Publicado em 11 de maio de 2026 às 17h21.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira, 11, que o governo trabalha para aprovar ainda nesta semana o projeto de lei complementar que permite usar receitas extras do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis.
A proposta foi enviada ao Congresso em meio à alta dos preços internacionais do petróleo causada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
O texto prevê autorização para que o governo utilize o aumento de arrecadação ligado ao setor petrolífero para reduzir parcialmente tributos sobre gasolina e etanol.
“A expectativa do governo é que votem o quanto antes. Então, se for possível, sim, votar essa semana na Câmara e no Senado, tanto melhor para o governo”, disse Durigan.
O chefe da economia disse que conversou com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), para reforçar a importância do projeto.
"Falei hoje mais cedo com o presidente Hugo Motta para demonstrar a importância do projeto para que não aumentemos tributo nesse momento no país", disse.
Sobre mudanças na redação, Duringan disse que conversou com a relatora do projeto, a deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), para que não seja ampliado o escopo da medida.
"Esse é um projeto de lei complementar urgente, que deve ser votado rapidamente no Congresso, sem prejuízo de outras discussões que podem seguir em paralelo", disse.
Durigan disse que o governo quer criar um mecanismo para devolver parte da arrecadação extra gerada pela alta do petróleo à população.
“O Brasil não quer ser sócio da guerra. Nós não podemos só ver aumento de arrecadação em razão da venda de óleo e não devolver isso para a população”, declarou.
O ministro afirmou ainda que conversou com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e outras lideranças, para defender uma tramitação rápida do projeto. Segundo ele, não é o momento de ampliar o escopo da proposta com outros temas.
Durigan também relatou preocupação com os impactos econômicos da guerra e afirmou que o governo acompanha o cenário internacional em diálogo com a Petrobras e autoridades de outros países. “Estamos vivendo um momento de muita incerteza”, afirmou.