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Por que o Fed subiu juros nos EUA e o que isso significa para o mundo

Da guerra na Ucrânia às quarentenas na China, pressões inflacionárias pelo mundo devem fazer com que o Fed continue em trajetória de aumento de juros
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve: desafio é reduzir a inflação sem levar os EUA a uma recessão (Getty Images/Brendan Smialowski-Pool)
Jerome Powell, presidente do Federal Reserve: desafio é reduzir a inflação sem levar os EUA a uma recessão (Getty Images/Brendan Smialowski-Pool)
Por Da RedaçãoPublicado em 04/05/2022 16:25 | Última atualização em 04/05/2022 17:21Tempo de Leitura: 5 min de leitura

Em um movimento já esperado pelo mercado nesta quarta-feira, 4, o Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), elevou a taxa de juro em 0,5 ponto percentual (p.p.). Com a decisão, a taxa de juro americana subiu para o intervalo entre 0,75% e 1%.

Foi a segunda alta de juros nos Estados Unidos em menos de dois meses para conter a inflação, e a maior alta anunciada desde 2000.

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O principal motivo por trás do aperto monetário é a inflação crescente nos Estados Unidos e no mundo.

O principal índice inflacionário dos EUA, o IPC, chegou em março a 8,5%. A inflação americana está em seu pior patamar em 40 anos, desde a época da "Grande Inflação" (encerrada no começo dos anos 1980 e oriunda do choque do petróleo na ocasião).

O custo de vida alto já tem levado ao chão a popularidade do presidente americano, Joe Biden, às vésperas das eleições de meio de mandato que renovarão parte do Congresso nos EUA neste ano.

A inflação atual — que assola dos EUA ao Brasil e outros países — é reflexo sobretudo de choques como a retomada pós-auge da covid-19 e a guerra na Ucrânia. O cenário elevou os preços das commodities pelo mundo, encarecendo sobretudo combustíveis e grupos como alimentos.

Mais recentemente, os lockdowns na China, em meio à política de "covid zero" que o país adota, também podem gerar gargalos na cadeia de suprimentos global, outra preocupação mencionada pelo Fed em comunicado.

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Com as pressões inflacionárias longe do fim, o Fed não deve parar hoje em sua cruzada de aperto monetário. O organismo estuda a possibilidade de outros seis aumentos dos juros — um por reunião — até o fim do ano.

Em março, o Fed já havia aumentado a taxa de juro pela primeira vez desde 2018. Na ocasião, o comitê de política monetária optou por uma alta de 0,25 ponto, levando os juros para a taxa atual entre 0,25% e 0,5%.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse recentemente que é "absolutamente essencial" restabelecer a estabilidade de preços e subir "rapidamente" as taxas. Em outra frente, o banco central americano também deve dar mais detalhes sobre desaceleração na compra de títulos privados.

O desafio do Fed será moderar as pressões inflacionárias sem levar a economia para uma recessão.

A taxa de desemprego americana segue baixa: caiu para menos de 4% em março, já próxima ao nível pré-pandemia. O aumento de salários para atrair funcionários diante da escassez de mão de obra nos EUA e a atividade econômica aquecida também impactam na inflação.

Agora, a tendência é que aumentos sucessivos nos juros aumentem o desemprego e desaqueçam em parte a atividade econômica.

Além disso, com a guerra e os choques de oferta, segue havendo risco de que os EUA e o mundo cheguem a um cenário de "estagflação", com crescimento baixo ou nulo e inflação ainda alta.

Mesmo com as altas de juros, as projeções para a inflação americana no fim deste ano seguem altas (para os padrões americanos), acima de 4%. A meta do Fed é devolver a inflação para perto dos 2%.

Impacto dos juros americanos no Brasil

A taxa de juro americana segue baixa perto da taxa Selic no Brasil, que chegou a 11,75% e cuja expectativa é que seja elevada para 12,75% também nesta quarta-feira, em reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Com os EUA como maior economia do mundo, a política monetária no país será sentida para muito além das fronteiras, e qualquer ponto de elevação nos juros tem impactos no fluxo de capitais global.

Para as economias emergentes e em desenvolvimento, que pegam empréstimos em dólares, um dos riscos é o aumento do custo do crédito.

O FMI e o Banco Mundial alertam para possíveis dificuldades para países em desenvolvimento, como o Brasil, se as taxas do Fed subirem muito rapidamente.

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Se o Fed confirmar a mudança de rumo em reuniões posteriores neste ano, isto colocaria pressão sobre as economias emergentes que precisam de fundos e poderia fragilizar algumas moedas.

Quando as taxas de juro aumentam nos Estados Unidos ou em outras economias desenvolvidas, os investidores retiram fundos de mercados emergentes, onde os rendimentos costumam ser mais interessantes, porém, mais arriscados. A resposta dos países em desenvolvimento é elevar suas próprias taxas de juro para aumentar sua atratividade frente a investidores internacionais, mas a um custo de frear a atividade econômica.

No caso do Brasil, além do Fed com política monetária em contração, o Brasil lida também com inflação em alta. O acumulado de 12 meses no IPCA, principal índice inflacionário, ficou em 11,3% em março, uma das piores altas desde a consolidação do Plano Real.

No boletim Focus do Banco Central desta semana, a mediana dos analistas ouvidos é de IPCA em 7,89% no fim de 2022.

(Com informações da AFP)