Fed: inflação de março não muda perspectiva de alta de juros, diz BofA

Bank of America prevê política monetária mais dura nos Estados Unidos e projeta três altas de 50 pontos base
 (Brendan Smialowski-Pool/Getty Images)
(Brendan Smialowski-Pool/Getty Images)
Por Guilherme GuilhermePublicado em 12/04/2022 14:33 | Última atualização em 12/04/2022 14:33Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Os dados da inflação que saíram abaixo o esperado nos Estados Unidos nesta terça-feira, 12, provocaram reações positivas em mercados do mundo todo. Bolsas se firmaram em terreno negativo, o dólar caiu e os rendimento sdos títulos americanos, que representam expectativas de alta de juros no país, entraram em queda. O movimento representa um alívio das tensões sobre endurecimento da política monetária do Federal Reserve (Fed). Mas o Bank of America não acredita que os números recentes sejam suficientes para impedir o Fed de aumentar a alta de juros de 25 pontos base para três de 50 pontos base nas próximas reuniões.

O Índice de Preço ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) veio em linha com o esperado, mas a surpresa ficou com o núcleo do CPI, que saiu em 6,5% no acumulado de 12 meses ante expectativa de alta para 6,6%. O núcleo do CPI de março ficou em 0,3%, abaixo do 0,5% de fevereiro. O CPI cheio, contudo, acelerou de 7,9% para 8,5% no acumulado de 12 meses, ficando acima do consenso de 8,4%.

"Em geral, o cenário ainda reflete componentes de inflação cíclica muito fortes", afirmou o Bank of America, em relatório. 

A queda mensal do núcleo da inflação, contudo, pode ser "um ponto de inflexão", disse a equipe da casa. "Essa mudança pode desafiar a demanda do TIPS [títulos americanos protegidos contra a inflação], especialmente porque esperamos que o Fed inicie a redução do balanço patrimonial em maio."

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