Pandemia reduz em um décimo renda mundial obtida com trabalho, diz OIT

Trabalhadores informais de países emergentes foram os mais afetados pela crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus

Emprego informal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Emprego informal (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

R

Reuters

Publicado em 23 de setembro de 2020 às 11h03.

A renda mundial obtida com o trabalho caiu cerca de 10,7% --ou 3,5 trilhões de dólares-- nos primeiros nove meses de 2020 em relação ao mesmo período do ano anterior, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta quarta-feira.

Essa leitura, que não inclui o auxílio à renda fornecido pelos governos para compensar o fechamento de locais de trabalho durante a pandemia, é o equivalente a 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) global para os três primeiros trimestres de 2019, disse a instituição.

"O fechamento de locais de trabalho continua a perturbar os mercados de trabalho em todo o mundo, levando a perdas de horas de trabalho maiores do que as estimadas anteriormente", disse a OIT em seu sexto relatório sobre os efeitos da pandemia no mundo laboral.

Trabalhadores em economias em desenvolvimento e emergentes, especialmente aqueles com empregos informais, foram afetados em uma extensão muito maior do que em crises anteriores, disse a agência da Organização das Nações Unidas. A OIT acrescentou que o declínio no número de empregos foi geralmente maior para as mulheres do que para os homens.

"Assim como precisamos redobrar nossos esforços para combater o vírus, também precisamos agir com urgência e em escala para superar seus impactos econômicos, sociais e de emprego. Isso inclui apoio sustentado para postos de trabalho, empresas e renda", disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em comunicado.

Acompanhe tudo sobre:Crise econômicaOIT

Mais de Economia

Haddad fala sobre recado de Lula para reforçar diálogo com o Congresso: 'Eu só faço isso da vida'

Segurança no Brasil tem impacto no prêmio de risco, diz Campos Neto

Prates afirma que não há crise na Petrobras e que tem boa relação com Lula e Silveira

Demanda por diesel sobe 8,7% no 1º bimestre, mas deve perder força no semestre, diz EPE

Mais na Exame