Economia

Opep pede apoio para conter alta do petróleo

Organização dos produtores diz ver com preocupação a escalada dos preços

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2008 às 10h46.

Priorizar nos meus resultados Google
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manifestou preocupação com a escalada dos preços do petróleo e pediu a colaboração dos grandes produtores e consumidores para que a estabilidade do mercado seja mantida. Nesta sexta-feira (14/7), o preço do barril bateu um novo recorde na New York Mercantile Exchange (Nymex), alcançando 78,40 dólares nos contratos para agosto.

O agravamento das tensões políticas no Oriente Médio e as preocupações quanto ao fornecimento de petróleo da Nigéria - país em que duas explosões foram registradas em um duto - inflaram o nervosismo do mercado. "A Opep notou com preocupação a forte pressão de reajuste sobre os preços do petróleo nos últimos dias e deseja garantir ao mercado que manterá seu compromisso de ordem e estabilidade para beneficiar igualmente produtores e consumidores", afirmou a Opep no comunicado, divulgado hoje.

A organização diz na nota que a alta do petróleo ocorre por acontecimentos geopolíticos, apesar de "o mercado continuar bem suprido por petróleo, e em um volume que continua a chegar ao mercado com bastante excesso em relação à demanda." O grupo afirmou que tem aumentado substancialmente a produção de petróleo desde 2004, quando surgiu esta onda de volatilidade. "No entanto, para ser realmente eficiente no aumento da estabilidade e na moderação dos preços, a Opep requisita o apoio total dos outros grandes agentes do mercado, tanto do lado da produção quanto do consumo", continuou, na nota.

Acompanhe tudo sobre:[]

Mais de Economia

O Brasil do Pix tem 130 milhões de pessoas que ainda pagam por boleto

Pix ou dinheiro físico? Pesquisa revela a preferência dos idosos no Brasil

Boletim Focus: mercado reduz projeção do PIB para 1,83% em 2026

Sem alíquota e com a MP do Imposto Seletivo adiada, indústria planeja 2027 no escuro