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Limite de compra de ativos já foi estourado, diz BC japonês

Haruhiko Kuroda mandou sinal de que pretende cumprir as promessas de uma política renovada

Presidente do Banco Central do Japão: Kuroda também disse a parlamentares que está avaliando comprar títulos de prazo mais longo para acabar com 15 anos de deflação (Toru Hanai/Reuters)
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Da Redação

Publicado em 28 de março de 2013 às 08h29.

Tóquio - O Banco do Japão, banco central do país, não irá financiar os gastos do governo, mas já excedeu os limites autoimpostos de compras de ativos e continuará a fazer isso, disse o novo presidente da entidade nesta quinta-feira, em um sinal de que pretende cumprir as promessas de uma política renovada.

Haruhiko Kuroda também disse a parlamentares que está avaliando comprar títulos do governo de prazo mais longo para acabar com 15 anos de deflação, reforçando as expectativas de que a nova liderança do BC usará a reunião da próxima semana para lançar sua campanha de afrouxamento radical.

"Já quebramos essa regra e as compras de ativos vão superar as notas bancárias em circulação ainda mais no futuro", disse Kuroda a parlamentares no Senado, uma semana depois de assumir o cargo.

A regra limita o BC a deter notas de longo prazo no valor das notas bancárias em circulação, e é visto como uma maneira de impedir que ambas as compras de dívida saiam do controle.

Entretanto, os esquemas de compras de títulos do BC tornaram-se tão complexas ao longo dos anos que garantir o cumprimento da regra não é mais algo prático, dizem economistas.

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Tóquio - O Banco do Japão, banco central do país, não irá financiar os gastos do governo, mas já excedeu os limites autoimpostos de compras de ativos e continuará a fazer isso, disse o novo presidente da entidade nesta quinta-feira, em um sinal de que pretende cumprir as promessas de uma política renovada.

Haruhiko Kuroda também disse a parlamentares que está avaliando comprar títulos do governo de prazo mais longo para acabar com 15 anos de deflação, reforçando as expectativas de que a nova liderança do BC usará a reunião da próxima semana para lançar sua campanha de afrouxamento radical.

"Já quebramos essa regra e as compras de ativos vão superar as notas bancárias em circulação ainda mais no futuro", disse Kuroda a parlamentares no Senado, uma semana depois de assumir o cargo.

A regra limita o BC a deter notas de longo prazo no valor das notas bancárias em circulação, e é visto como uma maneira de impedir que ambas as compras de dívida saiam do controle.

Entretanto, os esquemas de compras de títulos do BC tornaram-se tão complexas ao longo dos anos que garantir o cumprimento da regra não é mais algo prático, dizem economistas.

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