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A inflação na zona do euro caiu meio ponto percentual em novembro, a 2,4%, em termos anuais, e alcançou o menor nível em pouco mais de dois anos, uma tendência que coloca sob pressão a política de taxas elevadas do Banco Central Europeu (BCE).

Segundo a agência europeia de estatísticas, a Eurostat, a inflação da zona do euro atingiu 2,9% em outubro. O resultado de 2,4% registrado em novembro ficou abaixo da expectativa dos analistas e empresas de consultoria. Neste nível, a inflação se aproxima da meta estabelecida pelo BCE, de aproximadamente 2%.

A inflação caiu de forma constante desde que alcançou o recorde de 10,6% em outubro de 2022, em um momento em que era mais forte o impacto da guerra na Ucrânia sobre o preço do gás e do petróleo.

Porém, o fator mais importante na tendência é que a inflação subjacente (que não considera preços voláteis) também experimentou uma sensível desaceleração, de 4,2% em outubro a 3,6 em novembro.

O aumento dos preços da alimentação (incluídos o álcool e o tabaco) desacelerou, para 6,9%, após 7,4% em outubro.

A alta das tarifas de serviços também perdeu força, para 4% (-0,6 ponto percentual em relação a outubro), assim como os bens industriais (2,9%, -0,6 ponto).

Entre as principais economias da zona do euro, a Itália registrou em novembro uma inflação de 0,7%, contra 1,8% verificado em outubro.

A Alemanha terminou novembro com inflação de 2,3%, a Espanha em 3,2% e a França com 3,8%.

A estimativa da Eurostat para a Espanha coincide com a do Instituto Nacional de Estatística (INE), embora na França o INEE tenha calculado uma inflação nacional de novembro em 3,4%.

A zona do euro é formada pelos 20 países da União Europeia (de um total de 27) que utilizam a moeda comum e cuja política monetária é conduzida pelo BCE.

Pressão sobre o BCE

Para Bert Colijn, economista do banco ING, a trajetória da inflação na zona do euro abre as portas para reduções nas taxas de juros do BCE.

A queda da inflação "está ocorrendo inclusive mais rápido do que esperávamos, particularmente no caso da inflação subjacente", assinalou ele.

Se esta trajetória continuar como está, "a inflação subjacente cairá abaixo de 2% muito antes do final do próximo ano" e isto mostra que "a inflação é agora muito mais benigna do que no início do ano".

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