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Incerteza política vira maior "cisne negro" da economia mundial

"É a política, estúpido!": depois de Brexit e Trump, turbulências podem vir de calendário eleitoral europeu

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Cisne negro (DickDaniels/Wikimedia Commons)

Cisne negro (DickDaniels/Wikimedia Commons)

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João Pedro Caleiro

Publicado em 23 de novembro de 2016 às, 06h00.

Última atualização em 23 de novembro de 2016 às, 06h00.

São Paulo - A incerteza política é o maior "cisne negro" da economia global, de acordo com o Société Générale.

O banco francês divulga trimestralmente sua tabela de "cisnes negros", conceito de Nassim Nicholas Taleb para agrupar eventos inesperados e de alto impacto.

Dois exemplos perfeitos aconteceram em 2016: o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) e a eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos.

O maior risco do momento, com 30% de chance, é justamente de que esse e outros eventos futuros sirvam para afundar o crescimento.

A Europa tem um calendário agitado pela frente: um referendo para reforma do Senado da Itália está marcado para dezembro e o ano que vem terá eleições em França e Alemanha.

Além disso, ninguém sabe até que ponto Trump vai seguir com suas promessas de campanha, como renegociação de acordos comerciais e imposição de tarifas sobre a China.

Não por acaso, um dos "cisnes negros" apontados pelo banco é "isolacionismo e guerras comerciais", com 15% de chance.

Ainda maior (25% de chance) é o perigo de que os retornos sobre títulos sofram uma reprecificação em massa.

O banco considera que o mercado está modesto demais em suas previsões sobre quanto os juros americanos podem subir nos próximos anos.

Muitos planos de Trump são inflacionários, e uma reação dura do Federal Reserve a isso acabaria rebatendo nos emergentes (um aperitivo disso foi a recente desvalorização do real).

Completa o cardápio a possibilidade de um "pouso forçado" (desaceleração acentuada do crescimento) da China. O risco é recorrente nos relatórios do banco e tem atualmente 20% de chance.

A tabela é completada por dois riscos positivos: mais investimento em capital pelas empresas (10%) e mais acomodação fiscal com reformas rápidas (5%).

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