Economia

Inadimplência passa a ter maior peso no spread bancário, diz BC

O lucro dos bancos, que antes aparecia com maior representatividade, caiu a 11,9 pontos, contra 18,5 pontos

BC: Impostos diretos (CSLL e Imposto de Renda) tiveram seu peso elevado, mas em menor dose, passando de 7,0 para 7,9 pontos (Ueslei Marcelino/Reuters)

BC: Impostos diretos (CSLL e Imposto de Renda) tiveram seu peso elevado, mas em menor dose, passando de 7,0 para 7,9 pontos (Ueslei Marcelino/Reuters)

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Reuters

Publicado em 9 de março de 2017 às 16h02.

Brasília - O Banco Central apontou nesta quinta-feira a inadimplência, no lugar do lucro dos bancos, como o componente de maior peso para o spread em grande parte das operações de crédito feitas pelas pessoas físicas.

O spread bancário --diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa efetivamente cobrada ao consumidor final-- entre os anos de 2011 a 2016 para a modalidade de crédito livre com taxas prefixadas, que responde pela maior parte dos financiamentos contratados por famílias, ficou praticamente inalterado em 35,0 pontos, contra 35,2 pontos em apresentação divulgada no mês passado.

Mas o lucro dos bancos, que antes aparecia com maior representatividade, caiu a 11,9 pontos, contra 18,5 pontos.

Já a inadimplência, que antes respondia pelo terceiro componente de maior peso no spread, assumiu a dianteira no cálculo, subindo a 13 pontos, ante 6,5 pontos.

Impostos diretos (CSLL e Imposto de Renda) tiveram seu peso elevado, mas em menor dose, passando de 7,0 para 7,9 pontos.

Por sua vez, custos administrativos caíram de 2,2 a 1,1 ponto. Já a parcela referente ao compulsório e a encargos fiscais ficou em 1,1 ponto, contra 1,2 ponto antes.

Em nota, o BC afirmou que os números mudaram "em função da atualização e revisão da base de dados". Questionado por mais detalhes sobre a alteração, a autoridade monetária não respondeu imediatamente.

Desde o fim do ano passado, o BC tem divulgado ações no sentido de promover a redução estrutural do custo do crédito, em meio ao cenário de forte recessão da economia, que elevou o desemprego e acertou em cheio a renda das famílias.

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