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IBC-Br cai 0,23% em fevereiro e mercado vê Selic menor

No acumulado em 12 meses, o IBC-Br, considerado uma espécie de sinalizador do comportamento do PIB brasileiro, mostra expansão de 2,05%

Para o economista do banco Santander Cristiano Souza, o resultado reafirma a expectativa de um primeiro trimestre fraco em termos de atividade econômica (Divulgação/Santander)
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Da Redação

Publicado em 16 de abril de 2012 às 09h56.

São Paulo - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, caiu 0,23 por cento em fevereiro ante janeiro, informou o BC nesta segunda-feira.

Economistas ouvidos pela Reuters previam queda de 0,20 por cento no indicador.

Foi o segundo mês seguido de queda do indicador, sendo que em janeiro, quando comparado com dezembro, houve retração de 0,18 por cento na economia brasileira. No acumulado em 12 meses, o IBC-Br mostra expansão de 2,05 por cento.

Para o economista do banco Santander Cristiano Souza, o resultado reafirma a expectativa de um primeiro trimestre fraco em termos de atividade econômica e, principalmente, a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzirá novamente a taxa Selic em sua reunião na quarta-feira.

"O número não surpreende, mas reforça a expectativa de outro corte de 0,75 ponto porcentual na taxa Selic, porque os dados referentes à atividade é que têm sido mais prementes. Temos mais preocupação no momento com o crescimento", disse ele.

Hoje a Selic está em 9,75 por cento ao ano. Se confirmado o corte, será o sexto movimento de baixa seguido desde agosto passado, quando a autoridade monetária iniciou o ciclo de afrouxamento monetário. Pesquisa da Reuters mostrou que 45 dos 47 analistas consultados esperam que a taxa básica de juros vá a 9 por cento ao ano nesta quarta-feira.

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia -serviços, indústria e agropecuária.

O economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, destaca entretanto a dificuldade de realizar uma leitura correta sobre o número, devido às discrepânciais atuais nos diferentes setores.

"O dado é neutro, mas é preciso lembrar que existe uma dificuldade de ler indicadores de PIB porque no momento temos uma indústria fraca, mas um comércio muito forte. A economia tem velocidades diferentes e isso não permite um cenário claro", afirmou ele, para quem a Selic será reduzida a 9 por cento nesta semana.

O objetivo do governo neste ano é o de garantir crescimento da economia na casa de 4 por cento, apesar de o próprio BC calcular uma expansão de 3,5 por cento no Produto Interno Bruto.

Para tanto, o governo vem anunciando medidas para acelerar a atividade e estimular o consumo. As mais recentes aconteceram no início de abril, num pacote de pouco mais de 60 bilhões de reais entre desonerações e nova injeção de capital no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O mercado projeta que o PIB crescerá 3,20 por cento neste ano, segundo pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira.

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São Paulo - O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, caiu 0,23 por cento em fevereiro ante janeiro, informou o BC nesta segunda-feira.

Economistas ouvidos pela Reuters previam queda de 0,20 por cento no indicador.

Foi o segundo mês seguido de queda do indicador, sendo que em janeiro, quando comparado com dezembro, houve retração de 0,18 por cento na economia brasileira. No acumulado em 12 meses, o IBC-Br mostra expansão de 2,05 por cento.

Para o economista do banco Santander Cristiano Souza, o resultado reafirma a expectativa de um primeiro trimestre fraco em termos de atividade econômica e, principalmente, a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzirá novamente a taxa Selic em sua reunião na quarta-feira.

"O número não surpreende, mas reforça a expectativa de outro corte de 0,75 ponto porcentual na taxa Selic, porque os dados referentes à atividade é que têm sido mais prementes. Temos mais preocupação no momento com o crescimento", disse ele.

Hoje a Selic está em 9,75 por cento ao ano. Se confirmado o corte, será o sexto movimento de baixa seguido desde agosto passado, quando a autoridade monetária iniciou o ciclo de afrouxamento monetário. Pesquisa da Reuters mostrou que 45 dos 47 analistas consultados esperam que a taxa básica de juros vá a 9 por cento ao ano nesta quarta-feira.

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia -serviços, indústria e agropecuária.

O economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, destaca entretanto a dificuldade de realizar uma leitura correta sobre o número, devido às discrepânciais atuais nos diferentes setores.

"O dado é neutro, mas é preciso lembrar que existe uma dificuldade de ler indicadores de PIB porque no momento temos uma indústria fraca, mas um comércio muito forte. A economia tem velocidades diferentes e isso não permite um cenário claro", afirmou ele, para quem a Selic será reduzida a 9 por cento nesta semana.

O objetivo do governo neste ano é o de garantir crescimento da economia na casa de 4 por cento, apesar de o próprio BC calcular uma expansão de 3,5 por cento no Produto Interno Bruto.

Para tanto, o governo vem anunciando medidas para acelerar a atividade e estimular o consumo. As mais recentes aconteceram no início de abril, num pacote de pouco mais de 60 bilhões de reais entre desonerações e nova injeção de capital no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O mercado projeta que o PIB crescerá 3,20 por cento neste ano, segundo pesquisa Focus do BC divulgada nesta segunda-feira.

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