Economia

FMI diz que Argentina enfrenta "caminho difícil" para sair da crise e precisa proteger mais pobres

Diretora de comunicações do Fundo Monetário falou publicamente sobre situação econômica do país

Sede do FMI, em Washington (OLIVIER DOULIERY/AFP/Getty Images)

Sede do FMI, em Washington (OLIVIER DOULIERY/AFP/Getty Images)

Publicado em 7 de junho de 2024 às 07h21.

Priorizar nos meus resultados Google

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a Argentina enfrenta um caminho difícil e precisa avançar mais para sair da crise econômica que atravessa, protegendo os setores mais vulneráveis da sociedade aos quais recaem a maior parte do fardo dos ajustes implementados pelo governo do presidente Javier Milei. 

As declarações da diretora de comunicações do FMI, Julie Kozack, foram feitas na quinta-feira, 6, após repetidos elogios que o organismo multilateral tem se manifestado a respeito das políticas implementadas por Milei desde que ele assumiu o Executivo argentino em dezembro de 2023.

"O caminho a seguir para a Argentina continua desafiador", disse Kozack em entrevista coletiva na sede do FMI em Washington. "Aproveitar estas conquistas iniciais significa que as políticas terão de evoluir", acrescentou, sem identificar essas conquistas.

O FMI está acompanhando de perto "a delicada situação social da Argentina" e enfatizou a "necessidade de aumentar a assistência social para apoiar os pobres", disse a porta-voz.

Kozack ressaltou que é necessário melhorar a qualidade da consolidação fiscal para garantir a sua durabilidade e equidade, protegendo os mais vulneráveis. Mencionou também que a política monetária e fiscal deve evoluir para ancorar a inflação e salvaguardar novos progressos e disse que é uma "alta prioridade" realizar reformas que eliminem barreiras e promovam o emprego formal e o investimento privado, além de expandir o apoio político às reformas macroeconômicas.

Acompanhe tudo sobre:Javier MileiFMIbioeconomia

Mais de Economia

Diesel pode ter reajuste de 50% pela Petrobras após eleições, avalia Goldman Sachs

IPCA-15: prévia da inflação desacelera para 0,32% em outubro

Argentina à beira de recessão: PIB pode cair pelo segundo trimestre seguido

Economia da Argentina cresce abaixo do esperado e enfrenta risco de recessão técnica