Economia

Dirigentes do Banco Central Europeu sinalizam possibilidade de corte de juros em junho

Na última reunião, realizada na quinta-feira, 11, BCE decidiu deixar suas principais taxas de juro inalteradas pela quinta vez consecutiva

BCE: juros podem começar a ser cortados em junho (Ralph Orlowski/Reuters)

BCE: juros podem começar a ser cortados em junho (Ralph Orlowski/Reuters)

Estadão Conteúdo
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Agência de notícias

Publicado em 15 de abril de 2024 às 12h49.

Última atualização em 15 de abril de 2024 às 13h12.

Dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) sinalizaram nesta segunda-feira, 15, a possibilidade de a autoridade monetária cortar os juros em junho. O dirigente Peter Kazimir indicou estar aberto à possibilidade de a autoridade monetária cortar juros em junho, mas evitou se comprometer com um forward guidance explícito. Já o dirigente Olli Rehn afirmou que o BCE poderá cortar juros na próxima reunião, em junho, se a inflação na zona do euro desacelerar conforme o esperado.

"Agimos e agiremos informados pelos dados que chegam e nos adaptaremos às suas idas e vindas", escreveu Peter Kazimir, em publicação no blog da instituição. O dirigente, que presidente o BC da Eslováquia, afirmou que a inflação na zona do euro demonstra sinais de declínio sustentado.

Para ele, o cenário abre caminho para o relaxamento da postura do BCE e a economia do bloco deve acelerar no segundo semestre deste ano. Apesar disso, Kazimir avalia que o BC europeu precisa manter uma abordagem cautelosa. "Mesmo após o primeiro corte nas taxas, a nossa política monetária permanecerá restritiva; ela precisa permanecer", ressaltou.

Kazimir pontuou que o planeta está mais vulnerável a choques, com riscos de uma repentina escalada da inflação, de uma crise econômica global ou de uma mudança no comportamento de consumidores. "Ao manter a flexibilidade, podemos adaptar a nossa política a estas mudanças e mitigar o seu impacto na economia", comentou.

Em discurso realizado nesta segunda-feira, 15, o dirigente Olli Rehn reforçou que as decisões do BCE serão baseadas na evolução dos indicadores econômicos. Rehn, que preside o BC da Finlândia, ressaltou que há sinais de uma melhora nos dados de atividade, após um começo do ano enfraquecido.

De acordo com ele, a recuperação é sustentada pela resiliência do mercado de trabalho, mas há riscos ainda em vigor. "A geopolítica pode, portanto, inviabilizar o desdobramento positivo da economia europeia", alertou Rehn.

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