Economia

Decisões sobre taxas de juros dependerão da economia, que é incerta, diz Powell

Powell voltou a reforçar que as decisões vão ser tomadas a cada reunião, continuando a um "passo moderado"

Fed: "Aumentamos nossa taxa de juros em 5 pontos porcentuais em pouco mais de um ano, então a política monetária esteve restrita por poucos meses" (Anadolu Agency/Getty Images)

Fed: "Aumentamos nossa taxa de juros em 5 pontos porcentuais em pouco mais de um ano, então a política monetária esteve restrita por poucos meses" (Anadolu Agency/Getty Images)

Estadão Conteúdo
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Agência de notícias

Publicado em 29 de junho de 2023 às 09h17.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Jerome Powell, afirmou nesta quinta-feira, 29, que as decisões sobre a continuidade no aperto monetário vão depender da evolução na economia, "que é sempre incerta, particularmente hoje". Powell voltou a reforçar que as decisões vão ser tomadas a cada reunião, continuando a um "passo moderado".

"Aumentamos nossa taxa de juros em 5 pontos porcentuais em pouco mais de um ano, então a política monetária esteve restrita por poucos meses. Ainda estamos esperando para sentir os reais efeitos do aperto na atividade e na inflação. É difícil dizer em qual velocidade vai acontecer. Nosso compromisso não é com um número específico de altas de juros, mas com uma postura suficientemente restritiva para trazer a inflação de volta a 2%" disse Powell, durante painel na IV Conferência sobre Estabilidade Financeira, em Madri (Espanha). "O momento e a extensão das altas vão depender do curso da economia."

Bancos falidos nos EUA

Jerome Powell também disse que os três bancos que faliram nos Estados Unidos - Silicon Valley Bank, Signature Bank e First Republic Bank - tinham duas características em comum: um gerenciamento de taxa de juros "muito ruim" e um modelo de financiamento que envolvia grandes quantidades de depósitos não segurados.

Durante o painel em Madri, Powell afirmou que o Fed está agindo para que o sistema se estabilize. "No curto prazo, estamos em contato com instituições que têm essas características, para aperfeiçoamentos. No médio prazo, acreditamos que há meios de fortalecer a regulação e a supervisão", disse.

No mesmo painel, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco da Espanha, Pablo Hernández de Cos, avaliou ser "importante colocar mais ênfase na supervisão" do setor bancário, que "não estava funcionando bem". Mas o ele afirmou que, "embora crucial, não é fácil supervisionar a sustentabilidade dos modelos de negócios dos bancos".

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