Consumo de eletricidade deve crescer 4,3% ao ano até 2023

Segundo EPE, destaque será da classe comercial, que elevará o seu peso na demanda total de eletricidade na rede

São Paulo - O consumo de eletricidade no Brasil deve crescer em média 4,3 por cento ao ano até 2023, com destaque para a classe comercial que elevará o seu peso na demanda total de eletricidade na rede, segundo estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgada nesta quinta-feira.

"Os setores comercial e residencial continuarão liderando o aumento do consumo nas projeções decenais do estudo, com taxas de 5,5 por cento e 4,3 por cento ao ano, respectivamente", informou a EPE em nota.

O peso do setor comercial no consumo de energia na rede vai aumentar de 18 por cento em 2013 para 21 por cento em 2023, segundo a EPE, enquanto o setor industrial vai reduzir a participação total de 40 por cento para 37 por cento, apesar de se manter como o principal setor consumidor de eletricidade no país.

A estimativa da EPE é que o consumo industrial de energia, que cresceu apenas 0,6 por cento em 2013, suba em média 3,4 por cento ao ano entre 2014 a 2023.

A EPE estima ainda que o consumo de eletricidade chegue em 781,7 terawatts-hora (TWh) em 2023 ante os 514 TWh atuais.

Os dados de estimativa de consumo de eletricidade serão utilizados como subsídio para a formulação do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia de Longo Prazo (PNE).

Estimativa para 2014

Para 2014, a previsão é que haja aumento de 3,8 por cento no consumo nacional de energia --abaixo da média para toda a década--, com destaque para o setor comercial, que deve crescer 4,4 por cento, e para as residências, com alta de 4,1 por cento prevista na demanda por energia. Em 2013, o consumo de energia no Brasil cresceu 3,5 por cento.

"O setor industrial deve apresentar recuperação frente aos anos anteriores, respondendo à retomada econômica nacional e mundial e reduzindo o nível de ociosidade da capacidade instalada no Brasil", informou a EPE em comunicado, prevendo que a taxa de crescimento do consumo da indústria em 2014 fique em 3,4 por cento.

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