Com coronavírus, bancos centrais da Austrália e Malásia cortam juros

Países e bancos centrais têm considerado medidas de estímulo à economia como resposta à desaceleração causada pelo coronavírus
Pedestres em frente ao banco central da Austrália: Banco da Reserva da Austrália anunciou um corte de 0,25 ponto porcentual (Reuters/David Gray/File Photo)
Pedestres em frente ao banco central da Austrália: Banco da Reserva da Austrália anunciou um corte de 0,25 ponto porcentual (Reuters/David Gray/File Photo)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 03/03/2020 06:47 | Última atualização em 03/03/2020 06:47Tempo de Leitura: 2 min de leitura

São Paulo — O Banco da Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês) anunciou nesta terça-feira, 3, um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros do país, o que a levou à mínima histórica de 0,50% ao ano. Foi a primeira vez desde outubro que o RBA reduziu os juros.

O movimento da autoridade monetária australiana é uma resposta ao avanço do coronavírus, que já infectou 34 pessoas e provocou a morte de um idoso no país. O presidente do RBA, Philip Lowe, disse em comunicado que "o coronavírus obscureceu as perspectivas de curto prazo para a economia global", o que "significa que o crescimento global no primeiro semestre de 2020 será menor do que o esperado inicialmente".

Ainda segundo Lowe, "é muito cedo para dizer quão persistentes serão os efeitos do coronavírus e em que ponto a economia global retornará ao caminho da expansão".

Na Malásia, o banco central decidiu cortar sua taxa básica de juros em 0,25 ponto porcentual, a 2,50%, o menor nível desde 2010, à medida que a economia local cresce também no menor ritmo em uma década.

A redução veio em linha com a previsão de cinco de oito analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

O BC malaio também alertou que a epidemia de coronavírus vai afetar a economia doméstica no primeiro trimestre, principalmente por meio dos setores de turismo e manufatureiro.

Segundo a instituição, um novo pacote de estímulos vai ajudar a sustentar a atividade econômica no segundo semestre, mas há riscos negativos "oriundos da natureza evolutiva e prolongado impacto do Covid-19", assim como da fraqueza das commodities.