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Fórum Infra: Caixa planeja ‘maior fundo privado do país’ e offshore pra projetos de infraestrutura

Banco quer que iniciativa entre em operação em 2024, para ajudar a custear novas obras no país

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Cristiano Medeiros, Superintendente Nacional de Produtos do Judiciário e de Governo da Caixa Econômica Federal: banco planeja criar offshore e fundo de investimentos (Eduardo Frazão/Exame)

Cristiano Medeiros, Superintendente Nacional de Produtos do Judiciário e de Governo da Caixa Econômica Federal: banco planeja criar offshore e fundo de investimentos (Eduardo Frazão/Exame)

A Caixa planeja criar, em 2024, um uma offshore para captar recursos de investidores no exterior e usá-los para financiar projetos de infraestrutura no Brasil.

"A Caixa está com um projeto de criar uma offshore, porque você trazer o recurso para o Brasil sem isso é muito mais caro. Com a criação da offshore a gente faz com que o recurso chegue com preço menor, tanto para o privado para o público", disse Cristiano Medeiros, Superintendente Nacional de Produtos do Judiciário e de Governo da Caixa Econômica Federal, no painel de abertura do Fórum de Infraestrutura, Cidades e Investimentos, realizado pela EXAME em São Paulo nesta quinta-feira, 7.

"Provavelmente vai ser o maior fundo de investimento privado do país. Em 2024 a gente já vai estar com o fundo constituído, ainda não com todos os recursos, mas já com projeto advindo desse recurso", disse Medeiros.

Para 2024, a Caixa espera um ano com aumento de financiamentos. Medeiros disse que a Caixa participará da execução do PAC Seleções, projeto do governo federal que selecionou 35.579 projetos de infraestutura. No total, eles podem chegar a 113 bilhões de reais em investimentos, feitos por estados e municípios em nove áreas, como transporte, educação e saneamento.

"Neste ano, tivemos um recorde de concessão de créditos para estados e municípios, quase 16 bilhões de reais, e esse dinheiro é 100% utilizado na construção de infraestrutura", disse Medeiros. Para 2024, ele vê um cenário um pouco diferente, com redução de investimentos nos municípios, por ser um ano eleitoral.

Em entrevista à EXAME em novembro, o presidente da Caixa, Carlos Vieira, havia dito que o banco tinha planos de criar um fundo para infraestrutura. "Nós vamos construir um fundo de investimento para captar recursos estruturando com grandes assets brasileiras e estrangeiras para contribuir com o processo de infraestrutura do país. Esse é um objetivo nosso, é factível, é possível. Nós vamos trazer algo similar ao FI-FGTS, mas com uma outra governança, trazendo o investidor privado para dentro dessa participação, porque aí você aumenta a governança", afirmou.

No painel desta quinta, que teve ainda os convidados Fernando Vernalha, especialista em infraestrutura e doutor em direito, e Claudio Frischtak, sócio-fundador da Inter.B consultoria e associado ao International Growth Center. Ambos destacaram que há uma grande quantidade de recursos de investidores no exterior que buscam projetos de infraestrutura, em um total que pode chegar a 1 trilhão de dólares.

Esse dinheiro poderia ajudar o Brasil a aumentar seus investimentos em infraestrutura. No entanto, apesar de o país ter atrativos para os estrangeiros, ainda é preciso fazer mais ajustes para facilitar os negócios. Um dos pontos é que estados e municípios façam projetos melhor estruturados, que apresentem bom retorno e metas melhores definidas, por exemplo.

Um dos sinais de que há coisas a melhorar foi a baixa participação nos leilões dos lotes 1 e 2 de rodovias no Paraná. No segundo, houve apenas um interessado. Já um terceiro leilão federal, de um trecho da BR-381 em Minas Gerais, foi adiado por falta de interessados.

"Não faz sentido atrair tão pouca gente. O pior não é ter retorno alto ou baixo, é não ter ninguém para executar", disse Claudio Frischtak, sócio-fundador da Inter.B Consultoria e associado ao International Growth Center.

Infraestrutura: Brasil precisa dobrar investimento

Frischtak aponta que o país precisa dobrar seu volume de investimentos em infraestruturas para que ela possa ser modernizada de forma adequada, ou seja, universalizar o acesso da população aos serviços.

"Investimos 2% [do PIB por ano], temos que passar a investir 4%. Investimos em torno de 200 [bilhões] e pouquinho, precisamos chegar a 400. Não é gigantesco, e muitos países fizeram isso. Não é um salto da noite pro dia, mas ao longo dos anos", disse Frischtak.

Para Fernando Vernalha, um ponto fundamental para atrair mais investimentos é ampliar a segurança jurídica. "Quem sabe a gente não tem atraído tantos investidores internacionais por conta do nosso ambiente de previsibilidade regulatória, estabilidade jurídica etc, mas a gente avançou muito nos últimos anos, na construção de um ambiente com maior segurança jurídica", afirma

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