Economia

Brasil registra 4º maior déficit comercial do ano em julho

Déficit foi de US$ 1,897 bilhão, constrastando com os US$ 2,866 bilhões do mesmo mês do ano passado


	Trabalhador passa por containers no Porto de Santos: o déficit comercial acumulado no ano aumentou para US$ 4,989 bilhões
 (Paulo Fridman/Bloomberg)

Trabalhador passa por containers no Porto de Santos: o déficit comercial acumulado no ano aumentou para US$ 4,989 bilhões (Paulo Fridman/Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 1 de agosto de 2013 às 16h44.

Priorizar nos meus resultados Google

Rio de Janeiro - O Brasil registrou em julho um déficit comercial de US$ 1,897 bilhão, o quarto maior resultado mensal negativo do ano, informou nesta quinta-feira o Governo.

O dado de julho contrasta com o superávit de US$ 2,866 bilhões no mesmo mês do ano passado e com o dado positivo de US$ 2,301 bilhões deste junho, segundo os dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

As exportações chegaram a US$ 20,807 bilhões, com uma queda de 14,4% em relação ao mês anterior e de 5,2% em relação a julho de 2012.

Em sentido oposto, as importações subiram 4,8% em um mês e deram um salto de 19,7% em termos anualizados, para US$ 22,704 bilhões.

Com estes dados o déficit comercial acumulado no ano aumentou para US$ 4,989 bilhões, enquanto nos primeiros sete meses do ano passado o Brasil tinha um superávit de US$ 9,927 bilhões.

Os piores resultados aconteceram na exportação de semimanufaturados, que caíram 24,5% frente a julho de 2012, o que se deveu principalmente às menores vendas de ferro e aço, ferro fundido, óleo de soja, alumínio e açúcar, entre outros.

As vendas para o Mercosul aliviaram as contas externas, ao subirem 11%, mas em compensação as exportações para o resto da América Latina caíram 24,2%.

As importações do Mercosul subiram 10,3% e as do resto da região caíram 0,7%.

Acompanhe tudo sobre:ImportaçõesComércio exteriorExportaçõesMercosulDéficit comercial

Mais de Economia

Ata do Copom não descarta novos cortes da Selic mas cita 'aumento de incerteza'

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%