Acompanhe:

Aneel aprova modalidade pré-paga de energia

Modalidade só poderá ser colocada em prática depois que o Inmetro certificar os medidores necessários para a implantação do novo recurso

Modo escuro

Continua após a publicidade

	Energia elétrica: a adesão dos consumidores ao modelo pré-pago será opcional, e os custos da instalação dos medidores deverá ser pago pelas distribuidoras
 (Adriano Machado/Bloomberg)

Energia elétrica: a adesão dos consumidores ao modelo pré-pago será opcional, e os custos da instalação dos medidores deverá ser pago pelas distribuidoras (Adriano Machado/Bloomberg)

S
Sabrina Craide

Publicado em 1 de abril de 2014 às, 15h57.

Brasília - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (1º) a possibilidade de as distribuidoras oferecerem energia pré-paga aos consumidores. A tarifa do pré-pagamento será igual à da pós-paga, mas a distribuidora poderá dar descontos para incentivar os consumidores a aderirem à novidade.

A modalidade só poderá ser colocada em prática depois que o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) certificar os medidores necessários para a implantação do novo recurso. É preciso também que os estados definam como será a tributação sobre a energia pré-paga.

“Para ser colocado em prática, é preciso vencer as etapas. Acho que não são condições que restringem a aplicação do pré-pagamento”, disse o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino. Ele estima que até o fim do ano o pré-pagamento de energia possa ser oferecido aos consumidores.

As distribuidoras vão definir quando e em qual área vão começar a oferecer o serviço. A adesão dos consumidores será opcional, e os custos da instalação dos medidores deverá ser pago pelas distribuidoras. Os créditos comprados não terão prazo validade e o retorno ao modelo convencional poderá ser solicitado a qualquer momento, e o pedido deve ser atendido em no máximo 30 dias.

Quem optar pelo sistema pré-pago, receberá um crédito inicial de 20 quilowatts-hora (kWh) e poderá comprar um crédito mínimo de 5 kWh. Quando os créditos estiverem perto de acabar, o consumidor vai ser notificado por meio de alarmes visual e sonoro no medidor, que terá que ficar dentro da unidade consumidora, para que haja tempo hábil para providenciar uma nova recarga.

Quando o crédito acabar, o consumidor poderá solicitar à distribuidora um crédito de emergência de 20 kWh, que deverá ser disponibilizado em qualquer dia da semana e horário, e será pago na próxima compra. Pela média do consumo dos brasileiros, essa energia deve ser suficiente para três dias de uso.

Segundo a Aneel, os principais benefícios da nova modalidade para os consumidores são a melhoria do gerenciamento do consumo de energia e a maior transparência em relação aos gastos diários, por meio de informações em tempo real. Outras vantagens, segundo a agência, são a flexibilidade na aquisição e no pagamento da energia e a eliminação da cobrança de multas, juros de mora e taxas de religação. É esperada também uma redução dos custos operacionais das distribuidoras, além da diminuição da inadimplência e a melhoria do relacionamento entre empresas e consumidores.

Últimas Notícias

Ver mais
Aumenta a confiança da indústria, diz pesquisa da FGV
Economia

Aumenta a confiança da indústria, diz pesquisa da FGV

Há 23 horas

IFI reduz estimativa para dívida bruta em 2024, de 78,8% para 77 7% do PIB
Economia

IFI reduz estimativa para dívida bruta em 2024, de 78,8% para 77 7% do PIB

Há um dia

Blinken diz que Argentina 'pode contar' com EUA para estabilizar sua economia
Economia

Blinken diz que Argentina 'pode contar' com EUA para estabilizar sua economia

Há um dia

Governo prorroga inscrições de programa para participação de mulheres no comércio exterior
Economia

Governo prorroga inscrições de programa para participação de mulheres no comércio exterior

Há um dia

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais