Alimentação puxou preço ao consumidor no IGP-M, diz FGV

Por outro lado, Educação, Leitura e Recreação apresentaram decréscimo nas taxas de variação.

São Paulo - A principal contribuição para a aceleração registrada no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado para composição do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) veio do grupo Alimentação.

De setembro para outubro, o IPC acelerou de alta de 0,42% para 0,46%. No mesmo período, Alimentação saiu de 0,40% para 0,63%, puxado pelo comportamento do item hortaliças e legumes (de -6,85% para 2,36%).

Segundo a FGV, também foi registrado acréscimo nas taxas de variação de outras três classes de despesas. O grupo Vestuário passou de queda de 0,11% em setembro para alta de 0,75% em outubro, com contribuição do item roupas (de -0,11% para 0,69%).

Em Comunicação, que saiu de avanço de 0,29% para elevação de 0,69%, a principal influência foi tarifa de telefone residencial (de -1,85% para 0,16%).

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais passou de 0,50% para 0,58%, com contribuição de artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,43% para 0,67%).

Por outro lado, três classes de despesas apresentaram decréscimo nas taxas de variação. Educação, Leitura e Recreação saiu de 0,85% para 0,06%, sob influência de passagem aérea (de 12,49% para -7,98%).

O grupo Transportes recuou de 0,37% para 0,18, com forte contribuição do item gasolina (de 0,67% para 0,25%).

Despesas Diversas, por sua vez, passou de 0,22% para 0,16%, com destaque para o item clínica veterinária (de 1,49% para 0,48%).

O grupo Habitação repetiu a taxa de variação de setembro, de 0,47%. A principal influência de alta veio do item taxa de água e esgoto residencial (de -0,51% para 0,19%) e, em sentido oposto, a maior contribuição de baixa ficou com tarifa de eletricidade residencial (de 1,44% para 0,67%).

As maiores influências de alta para o IPC na passagem de setembro para outubro foram tomate (de -18,46% para 18,63%), refeições em bares e restaurantes (de 0,44% para 0,46%), aluguel residencial (de 0,63% para 0,68%), plano e seguro de saúde (de 0,72% para 0,71%) e tarifa de telefone móvel (de 0,14% para 1,21%).

Por outro lado, a lista de maiores pressões de baixa no período é composta por passagem aérea (de 12,49% para -7,98%), tarifa de ônibus urbano (de 0,00% para -0,36%), manga (de 14,24% para -14,46%), batata-inglesa (apesar do abrandamento da deflação, de -13,88% para -7,32%) e ovos (de -2,09% para -4,39%).

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção - Mercado (INCC-M) acelerou de 0,16% em setembro para 0,20% em outubro. O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação positiva de 0,43% em neste mês, após o avanço de 0,34% apurado na leitura do mês anterior. O índice relativo a Mão de Obra, por sua vez, permaneceu estável (0%) pelo segundo mês consecutivo.

Entre as maiores influências de alta do indicador estão elevador (apesar de desacelerar, de 1,07% para 0,86%), ferragens para esquadrias (de -0,09% para 1,35%), tijolo/telha cerâmica (de -0,04% para 0,69%), tubos e conexões de PVC (mesmo diminuindo o ritmo de alta, de 1,31% para 0,91%) e esquadrias de alumínio (de 0,71% para 0,79%).

Por outro lado, a FGV destacou dois itens como as maiores influências de baixa do INCC-M de outubro: massa de concreto (de 0,09% para -0,17%) e vergalhões e arames de aço ao carbono (de -0,39% para 0,00%)

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