Economia

6 dicas para investir no exterior com segurança

Ativos internacionais não são mais apenas para a alta renda; é possível escolher as opções que mais têm a ver com o seu perfil a partir de US$ 1 e sem sair do Brasil; veja como se preparar

Head de conteúdo da fintech Nomad, Paula Zogbi, discute os principais aspectos para abrir conta e investir no exterior (Drazen_/Getty Images)

Head de conteúdo da fintech Nomad, Paula Zogbi, discute os principais aspectos para abrir conta e investir no exterior (Drazen_/Getty Images)

EXAME Solutions
EXAME Solutions

EXAME Solutions

Publicado em 7 de maio de 2024 às 15h20.

Última atualização em 7 de maio de 2024 às 15h37.

Os investimentos no exterior se popularizaram, mas muitos brasileiros ainda têm dúvidas sobre as oportunidades e os pontos de atenção. Sim, hoje é muito mais simples e acessível fazer aportes em ativos americanos, por exemplo, do que no passado. Este tipo de diversificação está disponível com aportes a partir de US$ 1.

Paula Zogbi, head de Conteúdo da Nomad, fintech brasileira com o objetivo de facilitar o acesso dos brasileiros a uma vida financeira global, detalha quais são os principais pontos de atenção para quem tem planos de abrir uma conta e investir no exterior.

Investir em um produto regulado

Enquanto parte dos brasileiros tem receio de investir fora do Brasil por desconhecimento, há uma parcela que não pesquisa antes de fazer seus aportes e pode passar por momentos de estresse. Por isso, explica a head de conteúdo da Nomad, é importante escolher bem o agente financeiro que vai cuidar das operações para não passar por sobressaltos – por exemplo, ao fazer aportes em produtos não autorizados pelos órgãos fiscalizadores. No caso dos Estados Unidos, quem exerce este papel é a SEC (U.S. Securities and Exchange Commission), a agência que protege e regula o mercado de capitais americano.

“A orientação, como primeiro passo, é fazer um processo de pesquisa como seria feito no caso de um investimento no Brasil. Avalie se o agente é qualificado, que tipo de apoio dá e se o investimento dá algum tipo de proteção, a exemplo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Leve em consideração onde o ativo é negociado. Por exemplo, se faz parte de índices como Nasdaq, NYSE, Dow Jones e S&P”, explica Paula.

 Investir com facilidade mesmo em um mercado internacional

Com o fim das restrições para os brasileiros investirem no exterior, agentes financeiros qualificados, como a Nomad, se prepararam para tornar a jornada mais fácil. Hoje, é possível fazer aplicações nos Estados Unidos sem sequer ter domínio do inglês. No caso da Nomad, desde o atendimento até os detalhes contratuais são em português. “Fica muito mais fácil quando há informações disponíveis no seu idioma”, lembra a executiva. A abertura da conta é feita pelo site ou pelo aplicativo da fintech.

Não compare o desempenho entre carteiras

A regra é a mesma tanto no mercado local quanto internacional. O investidor não deve tomar suas decisões com base na performance da carteira de um amigo ou parente. Os resultados variam de acordo com o cenário. Esperar a mesma performance pode gerar frustração.

Por isto, recomenda a especialista, antes de decidir onde, quanto e por quanto tempo investir, faça um teste para conhecer mais seu perfil. O aplicativo da Nomad tem uma ferramenta que mostra o resultado com apenas sete perguntas e ajudará na indicação da carteira mais adequada, levando em consideração prazo, objetivo e liquidez.

Mercado internacional também atende ao perfil conservador

Não é preciso ser arrojado para ter uma carteira com ativos internacionais. Mesmo quem tem o perfil extremamente conservador e quer ativos de altíssima liquidez pode ter investimentos no exterior, segundo a head da Nomad. Neste caso, os títulos de renda fixa de Tesouro Americano são os mais indicados.

Não precisa ter experiência em mercado local para investir fora

Há quem acredite que só é possível planejar os investimentos internacionais depois de uma longa jornada no mercado brasileiro. A especialista da Nomad explica que se trata de um tabu. “Sim, faz sentido incluir os investimentos no exterior no seu planejamento financeiro desde os primeiros passos. Esta é uma forma de diversificar os riscos. Vale lembrar, por exemplo, que os títulos mais seguros do mercado estão nos Estados Unidos”, salienta.

Diversificar no mercado internacional mesmo com poucos recursos

Por muito tempo, apenas os brasileiros com renda elevada, do segmento private, podiam mirar as opções para seus patrimônios fora do Brasil. As restrições vinham dos agentes reguladores, mas esta realidade ficou para trás. Na Nomad, por exemplo, é possível abrir uma conta e investir a partir de US$ 1. É o caso dos ETFs – sigla em inglês para Exchange Traded Funds.

Trata-se de um fundo de ativo que acompanha ou mesmo replica a performance de um índice econômico (como o da inflação) ou um segmento de mercado (como o setor de mineração, varejo). A negociação dos ETFs americanos acontece nas bolsas de valores do país. Os ETFs brasileiros são negociados na B3, a bolsa brasileira. “A diversidade é muito grande para o investidor, sem que para isso seja necessário ter muito dinheiro”, ressalta Paula.

Com a Nomad, é possível fazer investimentos internacionais tanto no Brasil ou diretamente na bolsa de valores dos EUA. A fintech trabalha com os seguintes ativos:

Ações: stocks e ADRs (American Depositary Receipts);

‍ETFs: Exchange Traded Funds (fundos de investimento negociados nas bolsas de valores);

‍REITs: Real Estate Investment Trusts (equivalentes aos fundos de investimento imobiliário negociados nas bolsas de valores).

Acompanhe tudo sobre:Investir Nomadbranded-content

Mais de Economia

FGV terá indicadores para medir riscos de corrupção em empresas de saúde

“Governo está metendo a mão, querendo taxar tudo e com juros desse jeito”, critica Rubens Ometto

Fim de compensação de PIS/Cofins pode criar calote de R$ 29,2 bi, semelhante ao dos precatórios

Dirigente do banco central europeu fala que corte foi decisão essencial

Mais na Exame