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Abílio atravessa os concorrentes. Mais uma vez

A compra das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar surpreendeu quase todo o mercado. Michael Klein, principal acionista da rede de varejo, negociava com Wal Mart e Carrefour. O Pão de Açúcar entrou para valer no jogo na noite de ontem e, da mesma forma que fez com o Ponto Frio, pressionou Klein a aceitar sua proposta (ainda não revelada). Abílio Diniz assumiu as negociações pelo lado do Pão de […] Leia mais

DR

Da Redação

Publicado em 4 de dezembro de 2009 às 09h40.

Última atualização em 24 de fevereiro de 2017 às 12h38.

A compra das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar surpreendeu quase todo o mercado. Michael Klein, principal acionista da rede de varejo, negociava com Wal Mart e Carrefour. O Pão de Açúcar entrou para valer no jogo na noite de ontem e, da mesma forma que fez com o Ponto Frio, pressionou Klein a aceitar sua proposta (ainda não revelada). Abílio Diniz assumiu as negociações pelo lado do Pão de Açúcar e avisou que não voltaria a fazer a oferta. Seria pegar ou largar.

Klein, que recentemente adquiriu a parte do irmão Saul, precisaria de um sócio para capitalizar a empresa e também pagar a parte do irmão. A Casas Bahia vinha sofrendo nos últimos tempos com a mudança de seu modelo de negócio. A operação de financiamento de suas vendas, que chegou a representar 80% do faturamento da empresa, caiu para cerca de 30%. A popularização do cartão de crédito fez com que muitas lojas passassem a vender em dez vezes sem juros, sem ônus algum. Klein viu as receitas caírem drasticamente e a mudança foi ainda mais radical: vender a empresa.

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A compra das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar surpreendeu quase todo o mercado. Michael Klein, principal acionista da rede de varejo, negociava com Wal Mart e Carrefour. O Pão de Açúcar entrou para valer no jogo na noite de ontem e, da mesma forma que fez com o Ponto Frio, pressionou Klein a aceitar sua proposta (ainda não revelada). Abílio Diniz assumiu as negociações pelo lado do Pão de Açúcar e avisou que não voltaria a fazer a oferta. Seria pegar ou largar.

Klein, que recentemente adquiriu a parte do irmão Saul, precisaria de um sócio para capitalizar a empresa e também pagar a parte do irmão. A Casas Bahia vinha sofrendo nos últimos tempos com a mudança de seu modelo de negócio. A operação de financiamento de suas vendas, que chegou a representar 80% do faturamento da empresa, caiu para cerca de 30%. A popularização do cartão de crédito fez com que muitas lojas passassem a vender em dez vezes sem juros, sem ônus algum. Klein viu as receitas caírem drasticamente e a mudança foi ainda mais radical: vender a empresa.

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