Lume: Retomada econômica e apoio ao pequeno varejista

Somente em janeiro deste ano, o e-commerce brasileiro cresceu cerca de 2%
Anderson Fagundes: Precisamos estar atentos aos novos padrões de comportamento de consumo (Getty Images/Getty Images)
Anderson Fagundes: Precisamos estar atentos aos novos padrões de comportamento de consumo (Getty Images/Getty Images)
Por Bora VarejoPublicado em 22/03/2022 16:07 | Última atualização em 22/03/2022 16:07Tempo de Leitura: 6 min de leitura

Anderson Fagundes | CEO Lume Growth Partner

É fato que a pandemia mudou significativamente alguns hábitos de consumo ao redor do mundo, sobretudo no Brasil, onde a população acelerou as compras no ambiente digital. Somente em janeiro deste ano, o e-commerce brasileiro cresceu cerca de 2%.
Foram mais de 1 bilhão de acessos nas maiores lojas virtuais do país. Sendo assim, e pensando em orientar o pequeno empresário sobre como preparar seu negócio para o futuro, convidamos a Lume, consultoria especializada em estratégias de SEO e
analytics, para um bate-papo sobre o tema.

1. Com a flexibilização das medidas de segurança e a retomada econômica em ritmo de crescimento, sobretudo no cenário digital, qual é a orientação para o pequeno empresário não ficar de fora e garantir lucratividade?

Após a pandemia, os padrões antigos não servem mais. Precisamos estar atentos aos novos padrões de comportamento de consumo. A principal orientação é que, mesmo com a reabertura das lojas físicas e a redução das restrições de convívio social (o que deve
estimular o crescimento do varejo físico novamente), não devemos desistir ou reduzir os esforços no meio digital.

A pandemia forçou à todos os que não permeavam os meios digitais a aprender e se desenvolver rapidamente, tanto as empresas quanto os consumidores. E a transformação digital não para por aqui. Já estamos vendo anúncios dos novos capítulos com a We3 e
Metaverso, então continuem a aprender, testar e desenvolver os seus negócios digitalmente para estar mais bem preparados na próxima onda digital.

2. Quais vão ser os desafios e previsões no campo do SEO para 2022?

É difícil dizer precisamente o que vai acontecer, visto que o algoritmo e a evolução do Google são informações fechadas, que a empresa não divulga. Por isso, nos concentramos sempre nos pilares básicos do Google como negócio e como produto para tentar prever os rumos deste mecanismo de busca.

Como o Google prega que seja entregue conteúdo relevante com uma experiência de uso adequada, já se estima no mercado algumas evoluções nesse sentido. Por exemplo: conteúdo único e autoral é cada vez mais necessário, inclusive no âmbito de imagens e
vídeos. Ou seja: menos uso de banco de imagens e mais capturas naturais e autorais, mesmo que com menor produção.

A comprovação da autoridade e da expertise do autor também deve ser aprimorada, ou mais exigida. Por fim, algo um pouco mais óbvio, mas que é sempre importante lembrar: estar sempre adaptado às novas tecnologias que entrarão em uso e, através delas, prover uma experiência de uso cada vez melhor e mais adequada.

3. Como as pequenas empresas, que muitas das vezes possuem verba reduzida, podem desenvolver estratégias de search eficientes?

O pequeno empresário não tem muita saída, ele precisa aprender de tudo um pouco, colocar a mão na massa e testar. Nesse sentido, recomendamos que busque aulas ou e-books de introdução a SEO para aprender a dar os pequenos e mais básicos passos
nesta área.

Para levar o conhecimento técnico para a prática, o pequeno empresário precisa se permitir fazer testes e analisar os seus resultados cada vez mais rápido, evoluindo até perceber o aumento de receita vindo desses esforços. A partir daí, o segundo passo é investir em uma consultoria para expandir as suas estratégias e encontrar novas oportunidades.

Mas é importante entender também que investir em SEO não é para qualquer negócio. Digo isso não no âmbito de natureza das empresas, mas sim do momento. Uma empresa iniciante e que precisa crescer rapidamente deve focar os seus esforços em mídia paga para ter resultados mais rapidamente, mesmo que isso comprometa o lucro.

Após validar o seu negócio, produto e mercado e já conquistar um fluxo de caixa constante que lhe dê segurança financeira, é hora de iniciar a jornada em SEO prevendo o resultado em longo prazo e o crescimento sustentável, além de redução de CAC para melhorar a rentabilidade do negócio ou ter ainda mais capital para reinvestir.

4. Que ferramentas vocês recomendam para quem está começando em 2022?

A receita para quem está começando é se atentar ao básico e fazer bem feito. Para isso, o Google Analytics (GA) é indispensável. É uma ferramenta gratuita e muito poderosa.

Porém, são necessários dois esforços que vão além da ferramenta em si:

1 - Definir uma meta para se ter bem claro onde quer chegar com os seus esforços;

2 - Monitorar o resultado geral e específico de cada ação para avaliar se está no caminho certo ou não. Para isso, o Google Analytics atende perfeitamente, não somente para SEO, mas para qualquer esforço digital. Mas não se engane, essa habilidade não se desenvolve da noite para o dia também. Estude!

E para quem já está dando os primeiros passos em SEO, é indispensável usar o Google Search Console (GSC). Esta ferramenta mostra uma perspectiva de desempenho do seu site e conteúdos na página de resultados do Google, além de alguns status importantes de como o Google vê seus conteúdos e se ele tem alguma dificuldade em rastrear o seu site.

5. Existe um prazo mínimo para que seja possível identificar os resultados iniciais dos investimentos em SEO?

Não existe. O prazo mínimo é bastante variável e de acordo com cada negócio e com cada tipo de esforço aplicado. Isso porque os cenários variam muito para cada palavra-chave devido aos sites que se posicionam para ele. Quanto mais otimizados eles forem, mais demorado será para que os seus esforços entreguem resultados.

Além disso, existem ações em SEO que tendem a surtir resultados em curto prazo, como personalizar os seus títulos e as descrições de página. Já outras ações são de maior impacto e geram mais resultados, mas demoram para render, como conquistar links em
outros sites apontando para o seu.

6. Já temos as palavras-chave mais comuns de 2022?

Também não há um estudo ou uma previsão do que será pesquisado em 2022. Existe um dado do Google que mostra que em torno de 20% das palavras-chave pesquisadas nunca foram pesquisadas antes, o que nos mostra que o ser humano constantemente desenvolve novos comportamentos e necessidades que demandam atenção para compreender e nos adequar.

Um exemplo prático pode ser o metaverso, web3.0 ou NFTs, que são bastante recentes ou talvez até um pouco cedo para o empresário e varejista pequeno, mas é uma mudança que precisamos acompanhar e nos preparar dentro do possível.