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Um asteroide vai atingir a Terra em 2022? Não é bem assim

Segundo a Nasa, chances de o asteroide causar problemas são baixas. Se por um acaso nada afortunado o asteroide caísse na Terra, o impacto conseguiria causar uma explosão maior que Hiroshima e Nagasaki
Terra: risco de asteroide atingir planeta é baixo (Divulgação/NASA)
Terra: risco de asteroide atingir planeta é baixo (Divulgação/NASA)
Por Tamires VitorioPublicado em 11/01/2021 11:01 | Última atualização em 11/01/2021 15:04Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Um asteroide de cerca de 13 metros de diâmetro passará perto da Terra em maio de 2022, com um risco baixo de atingi-la, segundo a Nasa. O 2009 JF1, como é chamado, tem uma probabilidade de 0,026%, ou seja, de uma em 3.800, de causar problemas para o nosso planeta. Mas não é preciso se preocupar – na escala de Turim, que mede os objetos próximos à Terra, a chance de isso acontecer é igual a zero.

Já segundo a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), a chance de o asteroide sofrer um impacto com a terra é de uma em 4.166. Em junho do ano passado, a ESA afirmou que "o asteroide pequeno não havia sido observado desde a sua descoberta há 11 anos", e é daí que vem a incerteza sobre o seu posicionamento.

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A pedra espacial é considerada perigosa pela Nasa, sendo qualificada como um objeto próximo à Terra – aqueles que perto o suficiente para ser considerados uma ameaça. Apesar da proximidade, não é provável que ele acabe atingindo o planeta, deixando-o ileso (pelo menos dessa vez).

Isso porque, segundo a agência espacial americana, um asteroide menor do que 25 metros queima ao entrar na atmosfera terrestre, causando pouco ou nenhum dano. Mas se por um acaso nada afortunado o asteroide caísse na Terra, seu impacto conseguiria causar uma explosão equivalente a 230 quilotons de dinamite – mais forte até mesmo do que as bombas que destruíram as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki.

Little Boy tinha um poder de destruição de 16 quilotons, enquanto a Fat Man possuía 20 quilotons. A mais potente criada pela humanidade foi a russa Tsar, desenvolvida pela União Soviética. Com 58 megatons, ela foi testada em 30 de outubro de 1961, em Nova Zembla, uma ilha no oceano Ártico — uma ameaça grande o suficiente para assustar os Estados Unidos durante o período da Guerra Fria. Nada páreo para o poder de um asteroide. 

É por conta desse potencial destruidor que as agências espaciais do mundo todo estão trabalhando para desenvolver formas de proteger a Terra de ameaças causadas por asteroides. Em julho deste ano, a Nasa pode lançar a sua missão DART, com o objetivo de observar o par de asteroides Didymos, que ficam próximos da Terra e causar uma colisão para reduzir o seu potencial destruidor.

A ideia é entender como um asteroide pode prejudicar a vida das pessoas no planeta e evitar que isso aconteça. O menor integrante da dupla, chamado de Didymoon, orbita seu parceiro maior enquanto fazem a sua viagem pelo Sol — por isso, a missão quer saber se é possível fabricar uma colisão entre ambos os asteroides para alterar a orbita do pequeno objeto. A data marcada para a colisão, se tudo der certo, é 22 de setembro.

 

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