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Os melhores 38 segundos do seu dia serão com estes pinguins

Esta dupla de pinguins-imperadores encontrou uma câmera numa estação de pesquisa na Antártica e resolveu checar de perto

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 (Eddie Gault/Australian Antarctic Division/Reprodução)

(Eddie Gault/Australian Antarctic Division/Reprodução)

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Vanessa Barbosa

Publicado em 13 de março de 2018 às, 11h38.

Última atualização em 13 de março de 2018 às, 12h09.

São Paulo - Durante uma expedição no continente gelado, o pesquisador Eddie Gault, do Programa Antártico Australiano, deixou sua câmera por alguns minutos no gelo perto da estação de pesquisa. Na volta, ele se surpreendeu ao ver que dois pinguins curiosos haviam espiado o aparelho bem de perto.

Os pinguins-imperadores (Aptenodytes forsteri) são a maior espécie de pinguim, podendo medir até 1,22 metros de altura. As imagens captadas dão uma ideia de sua magnificência.

A passos pesados, um pinguim-imperador se aproxima e espia a câmera, nos dando uma visão de sua barriga e de seus pés, e em seguida movimenta a máquina para uma posição apropriada para "selfie".

Um outro pinguim curioso se aproxima e encara o aparelho junto com o amigo, rendendo 37 segundos de belas imagens em close-up dos animais.

Os pinguins-imperadores são um modelo de dedicação à família. Além de serem ultra fiéis à esposa, os machos dessa espécie são responsáveis por chocar o ovo (é apenas um por gestação), uma vez que as fêmeas se encontram extremamente exaustas e precisam se alimentar.

Sob o frio congelante da Antártida, o trabalho é executado com precisão a fim de criar o ambiente ideal para a incubação, que leva cerca de dois meses.

Mas esses animais suntuosos estão em risco em um mundo em aquecimento. Segundo pesquisa publicada na revista científica Nature, a população mundial de pinguins-imperadores deve reduzir em, pelo menos, 19% até o final do século.

A perda de gelo marinho reduz a oferta de krill, minúsculos crustáceos parecidos com camarões que povoam o Oceano Antártico e são a principal fonte de alimento dos pinguins-imperadores. Os krill jovens se alimentam de algas que vivem no gelo do mar.

Sem o gelo, não há algas e sem algas não há krill, o que obriga os pinguins a viajarem longas e fatigantes distâncias para encontrar comida para alimentar os filhotes, o que não raro aumenta a mortandade na espécie.

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