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Estudo descobre nova proteína responsável por espalhar câncer de pele

A descoberta colabora para o desenvolvimento de novas tecnologias medicinais capazes de impedir o surgimento de metástases, aumentando as chances de cura da doença

Câncer de pele: o melanoma representa 3% dos casos de câncer de pele no Brasil (Getty Images/Reprodução)

Câncer de pele: o melanoma representa 3% dos casos de câncer de pele no Brasil (Getty Images/Reprodução)

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Estadão Conteúdo

Publicado em 12 de janeiro de 2023, 13h40.

Um novo estudo desenvolvido por pesquisadores da Queen Mary University of London, na Inglaterra, e publicado na revista científica Nature Cell Biology descobriu mais uma proteína responsável pelo espalhamento do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. Chamada LAP1, a substância possibilita que as células cancerígenas mudem a forma de seu núcleo, tornando-as aptas a migrarem e se espalharem para outros órgãos.

A descoberta colabora para o desenvolvimento de novas tecnologias medicinais capazes de impedir o surgimento de metástases, aumentando as chances de cura da doença. Embora o melanoma represente apenas 3% dos casos de câncer de pele no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), ele provoca os piores prognósticos pela gravidade e pela alta possibilidade de espalhamento para outros órgãos.

"Como o LAP1 é expresso em níveis tão altos nas células metastáticas, interferir nessa maquinaria molecular pode ter um grande impacto na disseminação do câncer. Atualmente, não há medicamentos que tenham como alvo o LAP1 diretamente, portanto, olhando para o futuro, gostaríamos de investigar maneiras de atingir o LAP1 e o envelope nuclear para ver se é possível bloquear esse mecanismo de progressão do melanoma", disse a professora de biologia da Queen Mary University of London Victoria Sanz-Moreno, uma das responsáveis pelo estudo, em uma publicação da universidade.

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Câncer de pele e metástases

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil, correspondendo a 30% dos diagnósticos da doença, segundo dados do Inca. Em todos os seus tipos, o espalhamento do câncer por meio das metástases é a principal causa de morte. Em boa parte dos casos, quando descoberto no início, antes do aparecimento das metástases — o que pode acontecer de forma acelerada —, a doença tem cura.

Estudos anteriores sobre câncer de pele já haviam mostrado que algumas proteínas são responsáveis pelo espalhamento da doença. Neste novo, financiado pela Cancer Research UK, os pesquisadores descobriram que, entre essas proteínas, as células agressivas de melanoma abrigam altos níveis da LAP1.

Fazendo uma medição dos níveis de proteínas no tumor de pacientes com melanoma por tipo, os cientistas perceberam que o aumento nos níveis da LAP1 estava associado a um mau prognóstico ou seja, a um desfecho pior do quadro de câncer. Em adicional, quando a equipe bloqueou a produção da substância nas células cancerígenas, elas diminuíram a sua capacidade de locomoção.

O relatório da pesquisa ressalta, no entanto, que o bloqueio da produção de proteína LAP1 não mata ou diminui o tumor, nem impede o surgimento de metástases, apenas faz com que as chances do melanoma se espalhar sejam menores.

Como prevenir o câncer de pele?

Tão importante quanto o tratamento precoce é a prevenção. Veja recomendações dos especialistas para se prevenir contra o câncer de pele:

  • Proteja-se do sol. Evite exposição ao sol em horários de maior intensidade, como entre 10h e 16h. Se não for possível, adote proteção, como filtros solares, lugares com sombra e roupas com proteção contra raios ultravioleta.
  • Utilize o FPS ideal. Ao escolher o protetor solar, evite aqueles com FPS menores que 30. Pessoas de pele clara ou sensível, devem investir em FPS mais altos.
  • Protetor solar é rotina. Não é apenas nos momentos de lazer, como na piscina ou na praia, que o filtro solar deve ser usado. Ele deve fazer parte da rotina e reaplicação a cada duas horas - em especial em situações que envolvem suor ou contato com água.
  • Considerar fatores hereditários. O dermatologista explica que as chances de um paciente com histórico familiar desenvolver câncer de pele são maiores. Por isso, se esse for seu caso, adote cuidado de proteção, observe sua própria pele com frequência e tenha acompanhamento com um médico especialista.
  • Procure um dermatologista. A recomendação é ir ao dermatologista pelo menos uma vez ao ano. Dessa forma, é possível ter um acompanhamento frequente e identificar de forma precoce qualquer alteração na pele.

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