Doença da Primeira Guerra Mundial ressurge em ex-morador de rua no Canadá

Estima-se que a doença tenha afetado por volta de 1 milhão de soldados durante os quatro anos da guerra

A febre das trincheiras, doença que foi observada primeiramente em soldados na Primeira Guerra Mundial, foi identificada em um ex-morador de rua no Canadá.

    A doença é transmitida pelas fezes de piolhos corporais e causada pela bactéria Bartonella quintana. Seus sintomas incluem febre recorrente, dores nas canelas e nas costas, tontura e dor de cabeça. Ela também pode causar endocardite, uma inflamação potencialmente fatal no revestimento do coração.

    Durante os quatro anos da guerra, estima-se que ela tenha afetado por volta de 1 milhão de soldados. Por enquanto, médicos canadenses afirmam ter registrado outros três casos, além do ex-morador de rua em Winnipeg, nos últimos seis meses. Um deles ficou com paralisia e dificuldades de fala depois que a infecção levou a um sangramento no cérebro.

    Alguns casos ocorreram em pessoas saudáveis ​​com baixo risco de piolhos, mas especialistas dizem que a doença é particularmente comum entre os sem-teto.

    “Esta é uma doença da época da guerra e dos campos de refugiados”, disse o doutor Carl Boodman, especialista em doenças infecciosas na Universidade de Manitoba. “Isso apenas reflete o fato de que existem pessoas em nossa sociedade que vivem em condições que não deveríamos tolerar.”

    Boodman também é coautor do último relatório publicado no Canadian Medical Association Journal. Nele, o doutor e seus colegas relatam o caso do ex-morador de rua, um homem de 48 anos que chegou ao hospital com dores no peito e falta de ar. O paciente era HIV positivo e ex-usuário de drogas, mas tomava seus medicamentos antirretroviais.

    A equipe médica encontrou picadas de inseto na pele do paciente e os exames mostraram bloqueios nos vasos dos pulmões, paredes de vasos sanguíneos enfraquecidas e danos às válvulas cardíacas, como resultado de endocardite.

    O homem foi submetido a uma cirurgia de substituição da válvula e, depois que os exames de sangue e o sequenciamento genético revelaram uma infecção por Bartonella quintana, ele recebeu antibióticos.

    “A infecção por Bartonella quintana foi realmente o que causou o dano à válvula cardíaca”, disse Boodman. O homem terminou o tratamento e, três meses após a alta hospitalar, permaneceu bem.

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