Justiça italiana inicia trâmites para pedir extradição de Robinho

A Constituição Federal de 1988, porém, não permite que brasileiros natos sejam extraditados
Robinho: O ato é o primeiro passo para o pedido de extradição e de um mandado simultâneo de prisão internacional que devem ser apresentados nos próximos dias (Enrico Locci/Getty Images)
Robinho: O ato é o primeiro passo para o pedido de extradição e de um mandado simultâneo de prisão internacional que devem ser apresentados nos próximos dias (Enrico Locci/Getty Images)
Por Agência O GloboPublicado em 31/01/2022 09:56 | Última atualização em 31/01/2022 09:56Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Foi registrado na Procuradoria de Milão nesta segunda-feira o procedimento do pedido de execução de pena contra o jogador de futebol Robinho e seu amigo, Ricardo Falco, condenados por violência sexual em grupo.

O ato é o primeiro passo para o pedido de extradição e de um mandado simultâneo de prisão internacional que devem ser apresentados nos próximos dias. A Constituição Federal de 1988 não permite que brasileiros natos sejam extraditados, mas com o pedido internacional de prisão, a dupla pode ser presa se viajar para fora do Brasil.

Relembre o caso

Robinho e Falco são acusados de abusar sexualmente de uma mulher albanesa numa boate em Milão, em janeiro de 2013. A vítima, que diz que foi embriagada e que seis homens participaram do ato de violência.

A dupla brasileira afirma que a relação foi consensual. Robinho não foi a nenhuma audiência desde que o caso foi aberto, em 2016. A sentença de primeira instância foi anunciada no ano seguinte. Em outubro de 2020, o jogador chegou a ser contratado pelo Santos, mas uma série de protestos, principalmente nas redes sociais, fez com que o Peixe suspendesse e posteriormente encerrasse o acordo com o jogador. No mesmo mês, a TV Globo divulgou trechos de uma conversa de Robinho com amigos, no qual os homens debochavam da vítima.

Dois meses depois, em dezembro, a dupla também foi condenada em segunda instância, na corte de Apelação de Milão. Na época, a juíza Francesca Vitale, que presidiu o julgamento, disse que "a vítima foi humilhada e usada pelo jogador e seus amigos para satisfazer seus instintos sexuais".

Neste mês, com a condenação na terceira e última instância, não restam mais recursos para os acusados. O processo contra os outros quatro homens envolvidos está suspenso até o momento, mas pode ser reaberto com a decisão da justiça italiana.

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