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Como será a roupa social que a seleção brasileira vai usar na Copa do Mundo?

Pela terceira vez consecutiva, Ricardo Almeida assina o visual oficial da CBF e traz lã fria italiana e modelagens desconstruídas para os jogadores

Copa do Mundo: jogadores vestem Ricardo Almeida (Ricardo Almeida/Divulgação)

Copa do Mundo: jogadores vestem Ricardo Almeida (Ricardo Almeida/Divulgação)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de Casual

Publicado em 23 de fevereiro de 2026 às 14h30.

Última atualização em 23 de fevereiro de 2026 às 16h09.

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O uniforme oficial da Seleção Brasileira de Futebol ainda não foi divulgado, mas os jogadores já têm acesso ao traje social para a Copa do Mundo de 2026. Pela terceira vez consecutiva, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) fechou a parceria com Ricardo Almeida para produção das peças em alfaiataria.

Neste ano, o alfaiate desconstrói o formalismo para se conectar com a geração de atletas que consome moda e utiliza o vestir como expressão pessoal. Para os jogadores, o grande diferencial é a introdução da linha RA2, com calça social de modelagem desconstruída e mais ampla, e o caban, a peça-chave do conjunto, desenvolvido sem estruturas internas ou ombreiras.

“A intenção foi criar peças que mantivessem a elegância e a identidade da alfaiataria, ao mesmo tempo em que incorporamos proporções e desconstruímos a técnica formal. Tudo isso, traduzindo uma linguagem contemporânea, conectada ao perfil dos jogadores, que acompanham tendências, consomem moda e utilizam o vestir como forma de expressão pessoal. O resultado, é o alinhamento entre legado, atemporalidade e inovação, sem renunciar à elegância”, conta Ricardo Almeida

A RA2 faz uma combinação entre a alfaiataria desconstruída com a moda avant-garde.

Luxo do "Sob Medida"

Para suportar as diferentes exigências climáticas e garantir o máximo conforto, a matéria-prima selecionada foi uma lã fria italiana. A cor escolhida é um tom de petróleo suave, levemente acinzentado, que nasce da mescla entre nuances de azul e verde. O forro acompanha a mesma proposta cromática, desenvolvido especialmente para dialogar com a alfaiataria oficial e reforçar a unidade estética das peças, que levam o brasão da CBF.

No lugar da camisa social rígida, os jogadores usarão camisetas em fio pima, desenvolvidas exclusivamente para a parceria, unindo o toque nobre do algodão à funcionalidade necessária para as viagens e compromissos oficiais. Para arrematar o visual, os atletas deixam de lado os sapatos de amarrar (reservados para a comissão) e adotam mocassins em camurça. A composição reforça o tom de "casualidade de luxo" que a nova linha propõe.

Apesar da estética mais relaxada e desconstruída, o processo de produção segue o rigor do handmade. Cada peça foi inteiramente feita sob medida, com o acompanhamento pessoal do alfaiate para respeitar a biotipia específica de cada atleta.

Para a comissão técnica, as escolhas foram mais clássicas. Os profissionais vestirão a alfaiataria clássica composta por costume de dois botões com calça social, camisa branca e gravata.

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