Veja como anda o nível de inglês dos executivos brasileiros

Metade dos executivos brasileiros em cargos de alta e média gerência tem nível básico de inglês, diz pesquisa


	Inglês: mais da metade dos executivos brasileiros tem nível básico no idioma
 (Devonyu/Thinkstock)

Inglês: mais da metade dos executivos brasileiros tem nível básico no idioma (Devonyu/Thinkstock)

Claudia Gasparini

Claudia Gasparini

Publicado em 16 de junho de 2015 às 16h38.

São Paulo - Exigido na maioria dos processos seletivos, o inglês continua sendo uma lacuna importante na formação do executivo brasileiro.

Uma nova pesquisa da consultoria Talenses mostrou que 52% dos profissionais recrutados para cargos de alta e média gerência no país têm apenas nível básico na língua. 

"O número é preocupante, porque falta de inglês é um fator eliminatório para a maioria das áreas", comenta Felipe Brunieri, gerente da empresa responsável pelo levantamento, que analisou 1.423 executivos.

Segundo ele, as causas para o problema são diversas. Quem trabalha em empresas brasileiras, por exemplo, acaba ficando com o idioma "enferrujado" pela falta de uso no dia a dia.

Em outros casos, a preocupação com outras qualificações, como a pós-graduação, subtrai tempo da rotina para investir no idioma.

O levantamento ainda apontou que os fluentes em inglês são pouco mais do que um terço. Enquanto isso, profissionais com inglês avançado ou intermediário, somados, não passam de 10%.

Não é o que diz a maioria dos candidatos no currículo. "Muitos falam que têm nível intermediário, mas na verdade têm apenas o básico", explica Brunieri.

Veja abaixo a tabela com a divisão dos executivos por nivel de domínio do idioma, segundo a avaliação "cara a cara" com os recrutadores:

Nível de inglês Porcentagem de executivos
Fluente 37%
Avançado 8%
Intermediário 1%
Básico 52%

Para Brunieri, afirmar que inglês é um pré-requisito no mercado de trabalho - e que o diferencial seria ter uma segunda língua estrangeira, como o espanhol - ainda não é um discurso realista no Brasil.

"Inglês ainda é diferencial sim", afirma ele. "É muito difícil encontrar profissionais com nível fluente no idioma, ainda mais em algumas áreas específicas, como TI, contabilidade e impostos".

Mas a situação está mudando - ainda mais com a crise econômica.

Segundo Brunieri, a necessidade de conter custos e fazer investimentos certeiros faz com que os empregadores se tornem mais rígidos na hora de contratar. "Cada vez mais profissionais têm percebido que se não correrem atrás do inglês, terão opções bem mais restritas de emprego", afirma.

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