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TikTok: a mais promissora mídia social provoca mudanças na concorrência

O que o formato de vídeo 9:16, novas parcerias e modelos de assinaturas podem influenciar nas estratégias para ganhar novos usuários
TikTok poderá dominar, em breve, o cenário da mídia social (Drew Angerer/Getty Images)
TikTok poderá dominar, em breve, o cenário da mídia social (Drew Angerer/Getty Images)
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Publicado em 01/06/2022 às 14:00.

Última atualização em 01/06/2022 às 14:14.

Por Alexandre Loures e Flávio Castro* 

O TikTok atingiu mais de 30 milhões de usuários em dispositivos Android e 120 milhões ativos mensais no iOS, dados de janeiro de 2022 gerados pela Statista, fornecedora alemã de dados de mercado e consumidores. 

Cada vez mais popular, o famoso aplicativo de vídeos em formato 9:16 avança em estratégias para alavancar ainda mais seu crescimento. Parece que os criadores da ferramenta entendem, como ninguém, o comportamento dos usuários. 

TikTok remete ao som do relógio. Fontes não oficiais afirmam que o nome é uma referência ao som dos segundos de um ponteiro; daí a ideia de vídeos curtos e rápidos da plataforma, que vai ao encontro de consumidores contemporâneos, com menor tempo de atenção, que não consomem textos muito longos e gostam de conteúdo criativo e original. 

É fato que conteúdo de vídeo em tela cheia e formato curto faz sucesso e chama a atenção de seus concorrentes, que entram nessa corrida a fim de não perder seus lugares. 

É o caso do Instagram que está tentando imitar a fórmula. A iniciativa foi com o Reels e, mais recentemente, testando vídeos verticais em full screen, o estilo TikTok. Essa mudança, mesmo que não convença os usuários, é uma maneira de tornar o algoritmo mais adaptado aos interesses da ferramenta. 

Um dos marcos da plataforma chinesa neste mês foi a superação em número de minutos que seus clientes gastaram no aplicativo em relação ao YouTube. Atualmente seus seguidores permanecem 45,8 minutos por dia, ante 45,6 minutos no YouTube.  

Essa conquista indica que o TikTok poderá dominar, em breve, o cenário da mídia social. 

O anúncio do lançamento do TikTok Pulse é outra medida que promete atingir outras plataformas. 

O recurso pretende transformar 4% de seus vídeos mais populares em território de publicidade “premium”. Isso quer dizer que ele fornecerá, às marcas, ferramentas que as ajudem a seguirem as principais tendências de compra. Essa oferta de publicidade foi desenvolvida para perseguir orçamentos de publicidade na TV. 

Além disso, a ferramenta firmou parceria com a Sproud Social, Hootsuite, Sprinkrl, Emplifi, Dash Hudson, Khoros, Brandwatch e Later para permitir que profissionais de marketing gerenciem suas contas dentro do aplicativo, sem saírem de suas plataformas de marketing de conteúdo de terceiros, podendo otimizar suas estratégias a partir dessa parceria. 

Nos chama a atenção também que, recentemente, o Google investiu quase US$ 300 milhões na rede social indiana ShareChat, segundo aporte importante da empresa no mercado de vídeos curtos da Índia. 

Fica claro que, definitivamente, o TikTok é a mais promissora mídia social dos últimos tempos e que a concorrência está se mobilizando para não perder seu espaço. 

Consumidores ditam regras e a produção de conteúdo tem de acompanhar o que eles querem, onde eles estão consumindo e o que é mais atrativo para eles. 

Agora é a hora e a vez do TikTok. 

Quem tomará essa cadeira nessa corrida não sabemos, mas que é interessante para todos nós observar esse páreo; isso é! 

*Alexandre Loures e Flávio Castro são sócios da FSB Comunicação 

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a EXAME. O texto não reflete necessariamente a opinião da EXAME. 

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