Bússola

Um conteúdo Bússola

Instituição capacita colaboradores para atender às exigências da NR-1

Rede treina Agentes de Suporte ao Acolhimento, concentrando empenho no monitoramento da saúde mental 

Programa ASA teve início em 2025. (PeopleImages/Shutterstock)

Programa ASA teve início em 2025. (PeopleImages/Shutterstock)

Bússola
Bússola

Plataforma de conteúdo

Publicado em 9 de junho de 2026 às 13h00.

A atualização da Norma Regulamentadora n° 1, a NR-1, entrou em vidência efetiva no último dia 26 de maio. Os riscos psicossociais agora devem fazer parte de todo PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), sendo monitorados continuamente. 

Uma solução para as empresas que ainda não tem estrutura robusta para a adequação à nova NR-1 pode ser a criação de times de colaboradores especializados neste monitoramento. 

Esta é a abordagem utilizada pela Rede Santa Catarina, que instituiu o Programa Agentes de Suporte ao Acolhimento (ASA). Por meio dele, 40 colaboradores de diferentes áreas, como médicos, enfermeiros e colaboradores de gestão de pessoas, foram capacitados para atuar na identificação de casos de riscos psicossociais. 

Os profissionais são preparados para reconhecer sinais de sofrimento emocional, oferecer um acolhimento treinado e orientar os colegas para os canais adequados.

“O ASA teve início em 2025, com a certificação da primeira turma de Agentes de Suporte ao Acolhimento da Rede Santa Catarina. Quando o programa iniciou, o texto da NR-1 já havia sido atualizado, mas não havia entrado em vigor”, explica Katia Nakamura, gerente de Saúde, Segurança e Bem-Estar.

Segundo a gestão da Rede Santa Catarina, o programa tem como principal motivação o suporte à saúde mental, prevenção do adoecimento e acolhimento dos funcionários.

Como funciona e como são treinados os Agentes de Suporte ao Acolhimento?

A jornada de treinamento consiste em capacitar os Agentes de Suporte ao Acolhimento para que estejam bem preparados para a atuação.

O treinamento é baseado em materiais, aulas práticas com simulação de eventos, testes relacionados ao conteúdo aplicado e pesquisas internacionais de alta qualidade. Ele leva em conta a realidade brasileira, considerando a cultura local, o sistema de saúde, recursos disponíveis, entre outros aspectos.

A formação habilita os Agentes de Acolhimento a:

  • Identificar sinais de problemas de saúde mental em seus colegas, amigos e familiares,
  • Reduzir o estigma e, assim, diminuir o escalonamento e agravamento de problemas de saúde mental,
  • A abordar corretamente a pessoa, fornecer informações e ajuda baseadas em evidências,
  • Encaminhar para auxílio profissional adequado, além de acompanhar com suporte necessário, sempre de forma empática.

Ao identificarem um indivíduo em sofrimento emocional, os Agentes de Suporte ao Acolhimento o abordam respeitando sua privacidade e de forma empática. Segundo a Rede, eles são orientados a ouvir sem julgar, utilizando o método de escuta ativa. 

“Eles dão suporte emocional e informações sobre canais de ajuda e quais profissionais adequados para o seu tratamento. Além de motivar e dar esperança, encorajam a procurar apoio ou outras formas de suporte. Por fim, realizam todo o  acompanhamento do socorrido”, detalha  Nakamura.

Além da identificação, a oferta de suporte

A Rede Santa Catarina também estruturou uma série de medidas complementares voltadas ao cuidado com a saúde mental dos seus colaboradores:

  • Programa de Apoio e Assistência ao Colaborador (PAAC), que oferece suporte individualizado a quem enfrenta dificuldades emocionais;
  • Acesso a uma rede credenciada de psicologia, psiquiatria e internação via plano de saúde;
  • Ferramentas especiais para o bem-estar emocional que ampliam o acesso ao cuidado de forma prática e segura;
  • Oferta de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para colaboradores identificados com necessidade em exames periódicos ou orientados pela equipe de saúde ocupacional;
  • Telemedicina com especialistas em psiquiatria, permitindo atendimento ágil e resolutivo;
  • Programa Ser: workshop direcionado aos líderes, com o objetivo de ampliar a compreensão sobre os principais desafios de saúde mental e possíveis estratégias de prevenção e intervenção no ambiente de trabalho, cultivando relações saudáveis e o bem-estar coletivo. Trabalhando, assim, no time de líderes, o letramento dos fatores psicossociais que levam ao adoecimento;
  • Mapeamento do Risco Psicossocial: com 100% das áreas mapeadas este ano;
  • Mapeamento em Saúde Mental: permite estratificar e priorizar as ações coletivas, como atuar na  coordenação do cuidado do colaborador.

“A chave para que outras empresas adotem medidas semelhantes é o olhar para saúde, segurança e bem estar de seus colaboradores. É preciso visar a preservação e o cuidado em primeiro lugar, se comprometer com o acolhimento e valorizar a humanização do indivíduo”, conclui Nakamura.

 

Acompanhe tudo sobre:NR-1saude-mental

Mais de Bússola

O que fazer antes de uma auditoria?

Gestão Sustentável: como imposto de carbono europeu afeta o Brasil

Marca de azeites aposta em concurso cultural para artistas da periferia

Como a inteligência artificial ajuda os pequenos negócios a crescer