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Custo de benefícios médicos de empresas deve crescer 12% em 2022 no Brasil

Crescimento na utilização somado à desvalorização do real frente ao dólar provocaram alta, segundo estudo global divulgado pela Aon
Pesquisa foi realizada entre 108 escritórios da Aon (Morsa Images/Getty Images)
Pesquisa foi realizada entre 108 escritórios da Aon (Morsa Images/Getty Images)
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Publicado em 30/05/2022 às 13:29.

Última atualização em 30/05/2022 às 13:52.

Os custos de benefícios médicos fornecidos pelo empregador devem aumentar 12% em 2022 no Brasil, superando a inflação geral em 8%, segundo estudo do Global Medical Trend Rates Report, de 2022, divulgado pela Aon, uma das líderes globais em consultoria de riscos, seguros e benefícios.

O aumento se deve a uma combinação do crescimento na utilização, tanto em termos de quantidade como de gravidade no último ano. Também contribui para o aumento a desvalorização do real em relação ao dólar americano, que contribuiu para um impacto crescente no custo de equipamentos médicos e de medicamentos, que comumente representam 50% dos custos da hospitalização. Em consequência, para 2022, o relatório estima que a taxa de tendência dos custos médicos atinja 12,3%, um aumento de 1,7% em comparação à taxa de 10,6% reportada em 2021.

“É um aumento significativo para o principal benefício oferecido pelas companhias brasileiras a seus funcionários, sendo ainda o segundo maior custo, atrás apenas da folha de pagamentos. Isso reforça a importância de as empresas criarem e expandirem as iniciativas corporativas de gestão de saúde de seu público interno, além de medidas que visem a qualidade de vida e bem-estar”, aponta o head de Health & Human Capital da Aon Brasil, Leonardo Coelho.

Globalmente, os custos para benefícios médicos fornecidos pelo empregador em 2022 devem aumentar 7,4%. Isso se deve, principalmente, ao retorno da utilização médica aos níveis de pré-pandemia de covid-19, benefícios ampliados, custos unitários mais elevados para serviços médicos e aumento previsto na inflação geral.

Ao lado da pandemia global, o relatório da Aon confirma o crescente impacto das doenças não transmissíveis nos custos de saúde globalmente. Na região da América Latina e Caribe, 79% dos países participantes da pesquisa indicam o câncer como a principal condição de saúde geradora de despesas médicas.

A expectativa para 2022 para a maioria dos países é que os níveis de utilização médica sejam mais altos que no início da pandemia, com destaque para o atendimento preventivo e ambulatorial. A utilização dos serviços de telesaúde também deve aumentar, seguindo o crescimento observado durante a pandemia.

A pesquisa foi realizada entre 108 escritórios da Aon, cada um representando um país participante do relatório, e para o qual prestam serviços de intermediação, administração ou aconselhamento sobre planos médicos fornecidos pelo empregador. As respostas da pesquisa refletem as expectativas de tendência médica dos profissionais da Aon com base em suas interações com clientes e operadoras representadas no portfólio do negócio de planos médicos da empresa em cada país.

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