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Viagem de Lula aos EUA deve ficar para ano que vem, sinaliza Celso Amorim

Mudança de planos se deve às questões internas do Brasil; neste momento, Lula está dedicado à articulação da PEC da Transição

Lula, Biden e outros líderes em reunião antes do G20 em 2009: (Martin Bernetti/AFP/Getty Images)

Lula, Biden e outros líderes em reunião antes do G20 em 2009: (Martin Bernetti/AFP/Getty Images)

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Estadão Conteúdo

5 de dezembro de 2022, 14h34

A viagem do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos, antes prevista para este mês, deve ficar para o ano que vem. A sinalização é do ex-chanceler Celso Amorim, assessor de Lula para assuntos internacionais, após do presidente eleito se reunir com o conselheiro de segurança dos Estados Unidos, Jake Sullivan, enviado ao Brasil pelo presidente norte-americano, Joe Biden.

A mudança de planos se deve às questões internas do Brasil. Neste momento, Lula está dedicado à articulação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da transição e à montagem da equipe ministerial.

Na semana passada, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), favorito para o Ministério da Fazenda, afirmou que Lula visitaria Biden nos EUA antes mesmo de tomar posse.

"O presidente Lula comentou a situação interna, várias providências que têm que ser tomadas, negociações internas que estão ocorrendo, e disse que talvez não desse. Não disse 'não', mas que talvez não desse", relatou Amorim sobre a conversa de Lula com Sullivan. "Mas que ele acha que dá para ir logo do início do ano, já em visita oficial", acrescentou.

Pelo lado norte-americano, também participou da reunião o principal assessor para América Latina de Joe Biden, Juan Gonzalez. Pelo lado petista, além de Amorim e Lula, estiveram na reunião Haddad e o senador Jaques Wagner (PT-BA).

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