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A Sociedade Brasileira de Infectologia informou nesta quinta-feira, 17, que a nova variante EG.5, apelidada de Eris, ainda não modificou o cenário epidemiológico no Brasil. Em nota, a entidade pede que as autoridades sanitárias reforcem a vigilância genômica dos casos sintomáticos de covid-19, para que qualquer mudança de cenário seja detectada precocemente.

Essa vigilância é feita com o sequenciamento genético das amostras positivas do coronavírus SARS-CoV-2 coletadas nos testes RT-PCR, e permite identificar quais variantes estão circulando no país e mudanças nesse cenário.

A EG.5 foi decretada como uma variante de interesse no inicio do mês de agosto pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ela já foi identificada em 51 países e se tornou predominante nos Estados Unidos e Japão.

Assinada pelo presidente da SBI, o infectologista Alberto Chebabo, a nota informativa ainda afirma que a nova variante ainda não foi detectada no Brasil, mas pode já estar circulando de forma silenciosa, devido ao baixo índice de coleta para análise genômica no país.

"Apesar disto, não houve modificação no cenário de casos notificados de covid-19 ou aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil no momento, não havendo necessidade de mudança das recomendações vigentes".

O alerta da SBI acontece um dia após a  a Universidade Federal do Rio de Janeiro ter recomendado a retomada do uso de máscaras em aglomerações e ambientes fechados na universidade, como prevenção contra a covid-19. A universidade afirma ter detectado aumento moderado e progressivo nos testes positivos de covid-19 realizados por seu centro de testagem. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou o aumento de 80% dos casos de covid-19 a nível mundial entre 10 de julho e 6 de agosto, em comparação com os 28 dias anteriores. Os óbitos por covid-19, porém, tiveram queda de 80% no mesmo período em que os casos aumentaram, segundo a OMS.

O que é a variante Eris da covid-19?

A EG.5 foi decretada como uma variante de interesse no inicio do mês de agosto pela OMS. Ela é da linhagem da Ômicron e possui mutação na proteína Spike, o que pode causar escape imunológico e causar o aumento de casos de covid-19.

A OMS estima que a EG.5 pode se tornar dominante mundialmente, porém, não há indicação precisa de quantos casos existem, seja de infeção ou reinfecção. Segundo a OMS, até o momento, não houve relatos de aumento da gravidade da doença em pessoas infectadas pela variante EG.5. "O risco à saúde pública está avaliado como baixo em nível global, semelhante ao risco de outras variantes atuais de interesse", avalia a organização. 

Nos EUA, as autoridades de saúde pretendem administrar à população doses de reforço de vacinas contra o coronavírus feitas com uma nova fórmula. O imunizante é voltado para as subvariantes XBB, que foram responsáveis pela maioria das infecções em 2023.

Quais são os sintomas da variante EG.5, a Eris?

Os sintomas causados pela variante Eris não é diferente de outras variantes da covid-19:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dor de garganta
  • Cansaço
  • Perda de olfato e paladar

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