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Vai ter greve de ônibus em SP? Sindicato diz que não e motoristas suspendem paralisação

Segundo o SindMotoristas, a paralisação foi convocada pela extinta comissão eleitoral e pelo cabeça da Chapa 4, Edivaldo Santiago, que se recusam a acatar a decisão da Justiça pela suspensão da eleição da entidade

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Ônibus: no dia da eleição, parte dos motoristas fechou terminais de ônibus na cidade (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Ônibus: no dia da eleição, parte dos motoristas fechou terminais de ônibus na cidade (Rovena Rosa/Agência Brasil)

O sindicato dos motoristas e trabalhadores dos ônibus de São Paulo (SindMotoristas) negou nesta quinta-feira, 30, que a categoria prepara uma paralisação para sexta-feira, 1º. A informação sobre uma greve acontece por conta de uma disputa interna pela presidência do sindicato. 

Segundo o SindMotoristas, a paralisação foi convocada pela extinta comissão eleitoral e pelo cabeça da Chapa 4, Edivaldo Santiago, que se recusam a acatar a decisão da Justiça pela suspensão da eleição da entidade, em duas sentenças, por identificar irregularidades no processo. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou nova eleição, com urnas eletrônicas.

"Essa informação é um alarme falso, tudo isso envolve a eleição do sindicato. A chapa perdedora está espalhando essa fake news", afirmou a assessoria do SindMotoristas em rápida conversa telefônica com a EXAME. 

Os representantes da categoria afirmam que não têm responsabilidade por qualquer manifestação que possa ocorrer amanhã e que impeça a circulação de ônibus na cidade. "Se acontecer, serão baderneiros que vão se intitular do sindicato. Eles serão multados pela Justiça caso façam alguma coisa", diz o sindicato.

Em comunicado, o sindicato repudiou o uso ilícito da imagem da organização sindical. "Nossas ações são pautadas pelo respeito ao Estatuto Social do sindicato, aos trabalhadores que, neste caso, estão sendo usados como “massa de manobra“ e à Justiça que está sob pressão covarde desses baderneiros", disse. 

Na última terça-feira, 21, durante a votação da eleição do sindicato, sete terminais de ônibus foram bloqueados devido a protestos de parte da categoria. A SPTrans afirmou que registrou um boletim de ocorrência contra quem impediu a saída dos veículos. 

Prefeitura entra com ação para impedir paralisação

A prefeitura de São Paulo protocolou no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região um mandado de segurança cível contra o Sindicato dos Motoristas de Ônibus.

Na ação, a prefeitura requer a tutela antecipada para que seja garantida a manutenção integral de funcionamento da frota de ônibus no dia 1º/12/2023, sob pena de multa de R$ 1 milhão por dia de paralisação. A Procuradoria-Geral do Município (PGM) e a SPTrans afirmaram que foram surpreendidas pela notícia que integrantes de chapas que concorrem à eleição do sindicato pretendem paralisar o serviço de transporte público de ônibus.

Evidente que a paralisação pretendida se faz totalmente ilegal e abusiva, não sendo o meio hábil para discordar de decisão judicial, a qual deve ser combatida com os meios de impugnação postos à disposição pela legislação pátria”, afirma a PGM.

Eleições em disputa

Na última quarta-feira, 22, uma decisão judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) suspendeu a eleição do sindicato. A Justiça atendeu parcialmente ao pedido de mandado de segurança solicitado por representante de uma das chapas.

A "CHAPA 4 – RESGATE RAIZ", encabeçada por Edivaldo Santiago, havia se autodeclarado vencedora do pleito com 14.028 votos. Na decisão, o desembargador Marcelo Freire Gonçalves considerou o argumento de risco de fraude e determinou a adoção de urnas eletrônicas — algo que havia sido acordado entre as quatro chapas concorrentes.

Em contato com a EXAME, o sindicato das empresas de transporte coletivo urbano de passageiros de São Paulo (Urbanuss) também afirmou que desconhece a informação de qualquer paralisação. "As empresas estão tão surpresas quanto você. Ninguém da diretoria está sabendo. Não recebemos nenhuma informação. Existe uma briga interna no sindicato e esperamos que isso não prejudique a população", disse a Urbanus.

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