Brasil

Vacina da Janssen terá segunda dose após dois meses da 1ª, decide Saúde

O ministério informou também que dose de reforço virá cinco meses após a segunda

Vacina Janssen; vacinação contra o Covid-19 em São Paulo Capital SP- 29/06/2021; foto: Eduardo Frazão (Eduardo Frazão/Exame)

Vacina Janssen; vacinação contra o Covid-19 em São Paulo Capital SP- 29/06/2021; foto: Eduardo Frazão (Eduardo Frazão/Exame)

AO

Agência O Globo

Publicado em 16 de novembro de 2021 às 12h40.

Última atualização em 16 de novembro de 2021 às 15h47.

O Ministério da Saúde adotará a segunda dose para a vacina da Janssen, anunciada como dose única. Quem tiver recebido a primeira tomará a segunda após dois meses. A dose de reforço, preferencialmente com Pfizer, virá cinco meses depois, como anunciado em entrevista à imprensa nesta terça-feira.

A pandemia mexeu com a saúde mental dos brasileiros, mas é possível dar a volta por cima. Descubra como.

— No início, a recomendação era de que essa vacina fosse dose única. Hoje, nós sabemos que é necessária essa proteção adicional. Então, esses (indivíduos) que tomaram a vacina da Janssen vão tomar a segunda dose do mesmo imunizante. Como nós temos quantitativos (de vacina), não vai ser um esforço muito grande. Lá na frente, a sequência é: completou cinco meses da segunda dose, receberá a dose de reforço — afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

A dose de reforço será, preferencialmente, da Pfizer. Na falta dela, Janssen ou AstraZeneca devem ser administradas. A decisão se baseia nos resultados de estudo da Universidade de Oxford, encomendado pela pasta, que mostra que a vacinação heteróloga, isto é, com imunizantes de laboratórios diferentes, aumenta a resposta imune.

— O conceito é que a Janssen também requer duas doses para a vacinação primária. As evidências científicas vão sendo construídas com o tempo — completou.

Durante entrevista à imprensa, o ministro anunciou que ampliará a dose de reforço a toda a população adulta, isto é, a partir de 18 anos. Antes, a medida era autorizada para idosos, imunossuprimidos e profissionais de saúde. O intervalo, que antes era de seis meses para os três grupos, cairá para cinco para todo o público-alvo.

A pasta estima que, a partir de agora, 100 milhões de pessoas estarão aptas a recebê-la, sendo que 12,4 milhões em novembro, 2,9 milhões em dezembro, 12,4 milhões em janeiro, 21,5 milhões em fevereiro, 29,6 milhões, 19,6 milhões em abril e 4,3 milhões em maio. Segundo a pasta, 10.751.598 pessoas já receberam a dose de reforço até o momento.

Procurada pelo GLOBO, a Janssen não respondeu.

Acompanhe tudo sobre:Johnson & JohnsonPandemiavacina contra coronavírusVacinas

Mais de Brasil

São Paulo tem queda de temperatura e chuva no fim de semana; veja previsão para os próximos dias

Rio Grande do Sul investiga mais de 800 casos de leptospirose

Onda de frio aumenta risco de geadas no RS, e temperaturas devem diminuir ainda mais; veja previsão

Mais na Exame