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Tarcísio diz a investidores que tem “interesse zero” nas eleições de 2026

Em uma plateia que contava com a presença de Ronaldo Fenômeno e investidores, Tarcísio disse que quer continuar fazendo a diferença em São Paulo

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 6 de junho de 2024 às 22h36.

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Para uma plateia repleta de investidores e empresários, e com a presença do ex-jogador Ronaldo Fenômeno, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que não existe "a menor condição" dele se colocar como um nome para disputa presidencial de 2026.

"Não tenho plano nenhum. Quero deixar um legado. Meu plano é continuar fazendo a diferença em São Paulo, e está ótimo", disse o chefe do Executivo paulista no GiroBunisess, evento organizado pela Galapagos Capital. No final de sua fala, Tarcísio foi aplaudido de pé pelos mais de 60 presentes.

O governador reafirmou que nunca quis entrar para a política e que apenas disputou a eleição para governador de São Paulo por insistência do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"O Bolsonaro apostou em mim. Ele sabe da gratidão que tenho. Foi alguém muito fácil de trabalhar e virou alguém por quem criei admiração e respeito. Me perguntaram muito sobre qual foi o cálculo político para subir em um carro de som junto com o Bolsonaro no dia 25 [de fevereiro]. Nenhum, eu fui porque ele é meu amigo e gosto dele. Bolsonaro sempre vai ser meu amigo", disse Tarcísio.

A fala do governador acontece após o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e aliado de Bolsonaro, Silas Malafaia, afirmar que desconfia que Tarcísio queira que Bolsonaro siga inelegível. O líder religioso disse que as aproximações de Tarcísio com figuras como o ministro do STF, Alexandre de Moraes, gera incômodo.

“Um pastor me descascou outro dia porque ele disse que eu quero substituir o Bolsonaro. O cara não me conhece”, se limitou responder Tarcísio, sem citar Malafaia.

Tarcísio é colocado como um possível herdeiro político de Bolsonaro, declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no ano passado. Nos últimos meses, a mudança do governador para o PL é colocado como certa por dirigentes da sigla.

Outros governadores, como Ratinho Jr. e Ronaldo Caiado, também são apontados como possíveis presidenciais do campo de direita.

Apoio "integral" a Nunes

Questionado sobre as eleições municipais, Tarcísio disse que pretende se envolver o "mínimo possível" no pleito, mas reafirmou que vai tentar ajudar candidatos, como o atual prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

"Minha ambição é ter um prefeito que seja afinado com o governo do estado. E nesse contexto, para mim, o ideal é continuar trabalhando com o atual prefeito", disse. Tarcísio explicou que a questão do centro de São Paulo, por exemplo, "exige uma excelente relação com o prefeito”.

O governador afirmou também que a eleição trará bons resultados para o campo de centro-direita, mas salientou que tem o compromisso de trabalhar da "forma mais republicana possível" com qualquer prefeito que seja eleito e tome posse em 2025.

"Mato alto" para cortar gastos em SP

Durante o evento, o governador defendeu o seu projeto de ajuste fiscal e disse que São Paulo tem "muito mato alto" em oportunidades para cortar gastos.

"Vemos uma série de problemas (no fiscal). Tem muito mato alto e oportunidade para cortar despesas", disse o chefe do executivo paulista no GiroBunisess, evento organizado pela Galapagos Capital.

O programa batizado de "São Paulo na Direção Certa" promete o corte de gastos com a máquina pública para aumentar o espaço destinado aos investimentos.

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