Brasil

STJ revoga mandado de prisão contra ex-presidente do Paraguai

Horácio Cartes é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa envolvendo o doleiro Dario Messer

Paraguai: investigações indicam que Cartes teria enviado US$ 500 mil para o doleiro (Jorge Adorno/Reuters)

Paraguai: investigações indicam que Cartes teria enviado US$ 500 mil para o doleiro (Jorge Adorno/Reuters)

AB

Agência Brasil

Publicado em 29 de novembro de 2019 às 16h41.

Priorizar nos meus resultados Google

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Rogério Schietti revogou hoje (29) o mandado de prisão expedido contra o ex-presidente do Paraguai Horácio Cartes. Ele é investigado na Operação Patrón, desdobramento da Operação Lava Jato, por corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, em esquema envolvendo o doleiro Dario Messer, preso em julho deste ano. O ex-presidente não chegou a ser preso porque está no Paraguai, onde é senador.

De acordo com as investigações, mensagens de WhatsApp atestaram o auxílio de autoridades paraguaias e de outros cidadãos para Messer ficar foragido ora no Paraguai, ora no Brasil. Por esses dados constatou-se que a organização criminosa disponibilizou pelo menos US$ 2,5 milhões a Messer. As apurações revelaram que Cartes teria enviado US$ 500 mil para o doleiro, a quem se referiu como "hermano de alma", após sua fuga para o país que ele governava até agosto do ano passado, acusa o Ministério Público Federal (MPF).

Ao analisar um habeas corpus protocolado pela defesa, o ministro entendeu que a suposta entrega de US$ 500 mil que Cartes teria feito ao doleiro não é indício unicamente suficiente de que o ex-presidente teria cometido crime de lavagem de dinheiro. A suposta entrega foi um dos argumentos utilizados pelo juiz federal Marcelo Bretas para decretar a prisão.

"Não está claro, a partir da leitura do édito prisional, se o numerário pertencia ao paciente ou a Dario Messer. Também não se pode apontar, com segurança, a finalidade da ajuda. Nada indica que Horácio entregou o dinheiro com o conhecimento de que, tempos depois, os ativos seriam enviados ao Brasil, como parte de atividades para encobrir o patrimônio de Dario Messer ou para patrocinar supostas operações ilícitas", disse o ministro.

A defesa do ex-presidente argumentou no pedido de soltura que não há provas de nenhum ilícito cometido por Cartes e que o mandado de prisão era ilegal.

Acompanhe tudo sobre:Operação Lava JatoParaguaiSTJ

Mais de Brasil

Em quantos candidatos tenho que votar nas eleições 2026?

Lula ou Flávio Bolsonaro? Quem lidera as pesquisas nos três maiores colegios eleitorais

Empresa que fez repasses de Vorcaro a Dark Horse recebeu dinheiro do crime organizado, diz Durigan

Paraná Pesquisas: Pazolini tem 40% e Ferraço, 38,3%, no 1º turno no Espírito Santo